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Militante acusa presidente da Câmara de Cajazeiras de ‘violência institucional’ em sessão das mulheres

Representante da Marcha Mundial das Mulheres, Neidinha Alves afirma, em nota, que o vereador José Gonçalves de Albuquerque cortou sua fala com truculência

Por Jocivan Pinheiro

14/03/2019 às 17h38 • atualizado em 14/03/2019 às 18h49

Neidinha Alves e Delzinho

A representante da Marcha Mundial das Mulheres em Cajazeiras, professora Neidinha Alves, publicou nas redes sociais uma nota de repúdio em que acusa o presidente da Câmara de Vereadores, José Gonçalves de Albuquerque, conhecido como Delzinho (PTC), de ter agido com ‘violência institucional, truculência e machismo’ ao mandar cortar o microfone da tribuna durante a fala da militante na sessão especial do Dia Mundial das Mulheres nesta terça-feira (12).

De acordo com o texto de Neidinha, “na sessão de hoje, 12 de março de 2019, aconteceu o que nunca havia presenciado em uma sessão pública de homenagem às mulheres: violência institucional, truculência, machismo, corte de microfone, negação de direito de fala para as mulheres que fazem o enfrentamento da violência nesta cidade.”

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Neidinha conta que o microfone foi cortado no momento em que ela criticava o “desmonte das políticas públicas para as mulheres a nível nacional” e falava dos acontecimentos mais recentes a respeito do assassinato de Marielle Franco.

“Eu, representando a Marcha Mundial das Mulheres, estava fazendo uso da palavra na tribuna da Câmara Municipal de Cajazeiras e tive o meu direito tolhido violentamente pelo atual presidente da Câmara, o vereador Delzinho, na sessão especial que celebrava o Dia Internacional da Mulher. É inacreditável o que ocorreu. Fomos todas e todos tomados de susto pela agressividade, o autoritarismo e a falta de postura do presidente”, escreve a militante.

Prints da nota de repúdio de Neidinha Alvez (clique nas imagens para ampliar)

“Uma pessoa do público fez uma interpelação, uma observação, e ao invés do vereador administrar a situação, voltou-se para mim, impediu que eu concluísse a preleção e encerrou a sessão especial, deixando todos os presentes abismados com a ação de abuso de poder, machismo e violência”, completa.

Ainda de acordo com Neidinha, a sessão foi encerrada sem que outras mulheres gestoras públicas e militantes tivessem direito a fala. “A sessão especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher terminou em violência contra as mulheres. Que fique registrado o nosso repúdio a atitude desproporcional e violenta do presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras”, finalizou.

O outro lado

Em contato com o Diário do Sertão, o presidente da Câmara confirmou que mandou desligar o microfone, mas negou que tenha sido truculento com a militante que fazia uso da fala. Delzinho alegou que precisou cortar o áudio de Neidinha Alves para cumprir o regimento de horários da Casa, pois, segundo ele, a sessão havia começado às 17h e já estava indo para as 21h.

O vereador afirma que algumas participações iniciais na tribuna demoraram bastante e acabaram prolongando demais a sessão, por isso ele teve que controlar o tempo das falas posteriores, entre elas a de Neidinha, dando no mínimo três minutos e no máximo cinco.

Ainda assim, segundo o vereador, a participação da militante na tribuna ultrapassou bastante esse prazo, obrigando-o a chamar a atenção dela várias vezes para que ela encerrasse a fala. Como isso não aconteceu, Delzinho mandou desligar o microfone.

Além de se defender, Delzinho acusa a militante de ter sido desrespeitosa com o Poder Legislativo ao ‘jogar’ um ‘blusão’ sobre o brasão da Câmara que fica na frente da tribuna. Por fim, ele alega que encerrou a sessão porque ela já estava ficando tumultuada.

DIÁRIO DO SERTÃO

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