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VÍDEO: Delegado diz que Secretaria de Saúde suspeitou de aborto de Pâmella Bessa, mas não informou

O delegado acrescenta que, embora vizinhos e amigos soubessem das agressões que Pâmella Bessa sofria do companheiro, ela não procurou as autoridades policiais

Por Jocivan Pinheiro

17/09/2020 às 16h04 • atualizado em 17/09/2020 às 16h13

Novos fatos envolvendo a relação entre Pâmella Bessa e seu companheiro, Hélio José de Almeida Feitosa, vieram à tona durante entrevista coletiva dos delegados Danilo Charbel e Glauber Fontes.

Ao ser questionado por que não prendeu Hélio de Almeida minutos depois da morte de Pâmella, o delegado Danilo Charbel reiterou que, segundo o laudo inicial do IML, não havia lesões aparentes na vítima e não havia testemunhas contra o suspeito, pois todos os familiares dela estavam em São Paulo.

O delegado acrescentou que, embora vizinhos e amigos soubessem das agressões que Pâmella sofria do companheiro, ela não procurou as autoridades policiais ou órgãos de proteção à mulher. Por esse motivo, segundo o delegado, a polícia não tinha conhecimento da vida pregressa do suspeito.

“Eu jamais deixaria de autuá-lo ou prendê-lo ou fazer qualquer ato de ofício se a gente tivesse conhecimento a respeito da vida pregressa”, disse Danilo Charbel.

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Outro fato novo relatado pelo delegado é que, segundo ele, a Secretaria de Saúde de Poço de José de Moura teria registrado um suposto aborto espontâneo sofrido por Pâmella em fevereiro, mas suspeitava de que não foi espontâneo. O delegado afirma que a Secretaria de Saúde deveria ter notificado as autoridade policiais ou outros órgãos de assistência pública sobre a suspeita de que o aborto pode ter sido provocado por agressão física.

“Em nenhum momento há uma prova documental de que as autoridades policiais ou autoridades constituídas do país, do estado ou do município tinham conhecimento desse fato. Até a Secretaria de Saúde tem um documento de um aborto que se diz espontâneo, mas a Secretaria em momento algum notifica a polícia a respeito do fato”, conta o delagado.

“Se há uma suspeita de que o aborto não foi espontâneo, uma autoridade de saúde do município o que deveria ter feito? Simplesmente notificar o Ministério Público, a Secretaria de Direitos Humanos, notificar alguém de direito. Em nenhum momento foi feito”, conclui.

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