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VÍDEO: Polícia Civil conclui inquérito do caso Gefferson Moura e pede prisão de policias sergipanos

O relatório final já foi enviado ao Ministério Público, que acatou a conclusão da Polícia Civil e ofereceu denúncia à Justiça contra os policiais que foram presos provisoriamente até a conclusão do inquérito.

Por Luiz Adriano

21/04/2021 às 11h30 • atualizado em 21/04/2021 às 11h37

A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que apurou a morte do advogado Geffesson de Moura Gomes, e representou pela prisão preventiva dos policiais do estado de Sergipe envolvidos no crime. Eles foram indiciados por cometerem os crimes de homicídio qualificado e fraude processual, pela adulteração da cena do crime.

O relatório final já foi enviado ao Ministério Público, que acatou a conclusão da Polícia Civil e ofereceu denúncia à Justiça contra os policiais que foram presos provisoriamente até a conclusão do inquérito.

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O delegado Glauber Fontes, designado em caráter especial para apurar o caso, destacou alguns pontos que foram essenciais para a conclusão do inquérito e que justificam o pedido de prisão preventiva dos policiais sergipanos.

“Encaminhamos ao Poder Judiciário o relatório final do inquérito policial. O inquérito foi devidamente concluído com indiciamento dos três policiais sergipanos. Os policiais foram indiciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e pelo delito de fraude processual, exatamente por terem inserido uma arma na cena do crime que não pertencia à vítima no intuito de fugir das responsabilidades do crime”, explicou o delegado.

Outros agravantes destacados por Glauber Fontes, que foram encontrados durante a investigação da Polícia Civil da Paraíba, revelou que o delegado da Polícia Civil de Sergipe, já tinha envolvimento em uma situação muito semelhante no ano de 2020 em Tamandaré, quando assassinou o tio de um indivíduo que era o alvo que eles realmente queria, ou seja, já havia um problema familiar entre a equipe do delegado e o tal investigado, que era o alvo que eles procuravam.

“Ao longo da investigação, ficou bastante claro que o alvo dos policiais sergipanos era um outro indivíduo, que o Gefferson foi morto por engano, por apresentar algumas características semelhantes ao alvo que os policiais procuravam, entretanto, é importante afirmar que mesmo que os policias estivessem diante do alvo real, do alvo que efetivamente procuravam, o procedimento não era aquele, foi um procedimento totalmente equivocado”, detalhou.

Outro ponto é a questão da arma que foi atribuída a Geffesson. Segundo o delegado Glauber Fontes, a arma tinha sido revendida para um policial militar do estado de Sergipe que, inclusive, encontra-se preso.

Glauber destacou também a aceitação do Ministério Público quanto à postura da Polícia Civil da Paraíba: “Importante destacar que o Ministério Público já ofereceu a denúncia baseado no inquérito policial e também concordou com o nosso pedido de prisão preventiva, o que foi devidamente ratificado pelo Ministério Público. Nas próximas horas o Poder Judiciário deve se manifestar sobre o assunto”, ressaltou.

O delegado Sylvio Rabelo, da 3ª Superintendência de Polícia Civil da Paraíba, que investiga os casos relacionados a várias cidades do Sertão, destacou que o relatório é preciso e com base em uma investigação minuciosa, não deixando dúvidas quanto as autorias do crime.

RELEMBRE

No dia 16 de março deste ano, por volta das 22h, uma equipe da Polícia Civil de Sergipe entrou em território paraibano para realizar diligências quando abordou o advogado Geffesson de Moura Gomes, que trafegava pela rodovia federal BR-230, à altura do município de Santa Luzia, Sertão do estado.

O objetivo era prender um grupo criminoso que atua em roubos de cargas e outros crimes em Sergipe e que havia se escondido na Paraíba. Os policiais de Sergipe estavam de posse de mandados de prisão expedidos pela Justiça para serem cumpridos durante a ação.

Os policiais sergipanos, no entanto, não deram qualquer chance do advogado paraibano se explicar ou se apresentar, pois, ao confundi-lo com um dos procurados, já foram atirando e atingiram a vítima com oito disparos à queima-roupa.

Eles ainda levaram a vítima, já sem vida, e a deixaram na frente do hospital de Santa Luzia. Também apresentaram uma arma de fogo à Delegacia de Patos como se fosse do advogado e alegando tê-la encontrado no carro do mesmo.

A Polícia Civil da Paraíba instaurou inquérito e investigou o caso, pedindo, a princípio, a prisão temporária dos suspeitos, e agora com a conclusão do inquérito, representou e o Ministério Público acatou, oferecendo denúncia pela prisão preventiva dos policiais sergipano.

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