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VÍDEO: Delegada usa exemplo do caso DJ Ivis e explica o porquê de mulheres não denunciarem agressores

"Dentro daquele relacionamento está ao mesmo tempo o lobo, que é o agressor, mas também está uma expectativa de porto seguro", disse a delegada

Por Luiz Adriano

22/07/2021 às 19h14 • atualizado em 22/07/2021 às 19h19

A delegada da Mulher da cidade de Sousa, no Sertão paraibano, Patrícia Forny, participou do programa Balanço Diário da TV Diário do Sertão e comentou sobre o caso das agressões praticadas pelo DJ Ivis contra sua ex-mulher, Pamella Holanda. Ela relatou fatos que faz com que uma mulher chegue ao ponto de demorar a denunciar casos de violência doméstica.

Segundo a delegada, um ambiente com problemas dessa natureza é um tanto quanto complexo. Ela falou que o fator psicológico da mulher é uma situação de extrema dificuldade porque envolve uma série de pensamentos.

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Patrícia Forny – Delegada da Mulher, de Sousa-PB. (Foto: TV Diário do Sertão).

“Dentro daquele relacionamento está ao mesmo tempo o lobo, que é o agressor, mas também está uma expectativa de porto seguro, porque aquela pessoa foi uma pessoa escolhida, uma pessoa que provavelmente existe sentimento, houve uma paixão, existe atração, constrói-se um cotidiano juntos, então são muitas coisas que ligam, que poderia ser uma construção feliz, uma construção proveitosa e crescente, que é uma metade, e a outra metade tem o lobo, que é o agressor”, detalhou.

Patrícia comentou sobre os motivos da não delação. Ela criticou o entendimento de que ainda perdura, onde pessoas defendem que pode haver mudança de comportamento em homens que agridem mulheres. Segundo ela, quanto a essas atitudes violentas, os dados mostram que só tendem a aumentar.

“Exite a ideia de que isso é contornável, de que ele melhora, de que é um momento ruim, que não é dele, que não é ele, que não será uma regra e que tudo isso vai mudar. E não é assim, na verdade, infelizmente, o que nós observamos é que existe um progressão na violência, raramente existe uma retração nessa violência”, explicou.

A delegada citou vários exemplos que acabam sendo questionamentos nas mentes das mulheres. “Existe um fator econômico, existe um fator afetivo, existe a questão psicológica, existe a existência dos filhos que é um dos fatores que prende demais a mulher dentro dos relacionamentos”, concluiu.

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