VÍDEO: Em 2023, polícia prendeu 43 por arrombamentos na região de Cajazeiras, mas nenhum permaneceu preso
A informação foi divulgada pelo delegado Antonio Netto durante entrevista na TV Diário do Sertão. Mesmo com o dado negativo em relação à legislação nacional, ele comemorou os resultados do Núcleo de Roubos e Furtos criado há 1 ano
O delegado Antonio Netto, da 20ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, em Cajazeiras, comentou durante entrevista na Rede Diário do Sertão, sobre a implantação, em janeiro de 2025, do núcleo especializado no combate a roubos e furtos na região do Alto Sertão.
A iniciativa, segundo o delegado, atende a uma demanda antiga diante do desenvolvimento da região, que concentra intenso comércio, indústrias, faculdades e faz divisa com o Ceará e Rio Grande do Norte.
De acordo com o delegado, a criação da unidade foi resultado de um esforço conjunto com a Delegacia-Geral e a 3ª Superintendência Regional de Polícia Civil. “Depois de muito esforço, conseguimos estruturar um núcleo de Roubos e Furtos que atua diretamente nos crimes contra o patrimônio”, destacou.
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Outros crimes investigados por meio do Núcleo – O núcleo também investiga delitos conexos, como homicídios e tráfico de drogas. “São crimes interligados. Apesar do aumento de trabalho, os resultados positivos já estão aparecendo”, afirmou o delegado, ressaltando que a integração das investigações tem ampliado a efetividade das ações policiais.
Lei prejudica o trabalho policial – Sobre as cobranças da sociedade em relação aos arrombamentos em estabelecimentos comerciais, o delegado informou que, em 2023, as polícias Civil e Militar prenderam cerca de 43 infratores em flagrante. No entanto, nenhum permaneceu preso. “A legislação permite a concessão de liberdade provisória, seja na audiência de custódia ou após a comunicação do flagrante, por se tratar de crimes sem violência”, explicou.
Necessidade de política pública – Segundo Antonio Netto, muitos desses crimes são praticados por andarilhos e usuários de drogas, pessoas sem emprego fixo ou residência. “Eles são presos, retornam às ruas e voltam a cometer o crime. É um ciclo”, avaliou. Para o delegado, a solução passa por políticas públicas de acolhimento social. “Não é apenas um trabalho de polícia, mas um trabalho social que precisa ser enfrentado pelo poder público”, concluiu.
A fala do delegado se deu durante entrevista no programa Olho Vivo dessa quarta-feira (21). Veja abaixo a entrevista completa.
DIÁRIO DO SERTÃO
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