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Leonardo defende políticas públicas para os negros

Uma audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (30) discutiu políticas e caminhos para a criação e aplicação de políticas de saúde voltadas diretamente à população negra. Vários representantes de movimentos de defesa dos negros e grupos ligados às religiões de matriz africana participaram da reunião. Realizada pelas comissões de Legislação Cidadão e Direitos Humanos, […]

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31/10/2007 às 18h44

Uma audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (30) discutiu políticas e caminhos para a criação e aplicação de políticas de saúde voltadas diretamente à população negra. Vários representantes de movimentos de defesa dos negros e grupos ligados às religiões de matriz africana participaram da reunião. Realizada pelas comissões de Legislação Cidadão e Direitos Humanos, a audiência foi uma propositura conjunta dos deputados Rodrigo Soares e Jeová Campos, ambos do PT. Estiveram presentes, além dos autores da proposta, os deputados Leonardo Gadelha (PSB), que presidiu a audiência, Raniery Paulino (PMDB) e a deputada Socorro Marques (PPS).

Todos os representantes que fizeram uso da palavra identificaram como principal problema enfrentado o preconceito de cor. Todos reclamaram da falta de atendimento adequado em hospitais, maternidades ou postos de saúde. As instituições não estariam prontas nem contam com profissionais capazes de prestar o atendimento correto. As pessoas negras são mais suscetíveis a determinadas enfermidades em relação às pessoas brancas. "Podemos identificar, basicamente, 2 sérios problemas de saúde que atacam muito mais negros do que brancos: a anemia falciforme e a hipertensão arterial", foi o que revelou o Professor Antonio Novaes. De acordo com os dados do professor, em uma comunidade quilombola no Conde o número de negros hipertensos é 4 vezes maior que o da população branca.

Questões além da saúde também foram debatidas, como a intolerância religiosa e o não cumprimento da lei 10.639 que obriga o ensino de história da áfrica nas escolas brasileiras. A demarcação e o reconhecimento de territórios quilombolas no estado também foram tema de discussão. Existem hoje 33 comunidades oriundas de quilombos na Paraíba. Dessas, apenas 23 foram oficialmente reconhecidas e demarcadas.

O deputado Leonardo Gadelha garantiu aos representantes presentes total empenho da Assembléia no sentido de garantir a criação das políticas voltadas aos negros e melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. Leonardo disse ainda que a comissão que ele preside, de Legislação Cidadão, existe para que cada cidadão possa propor leis. "Legislar também cabe à sociedade. É isso que fazemos nessa comissão, recebemos propostas de leis elaboradas do povo". Ao final da audiência Leonardo leu uma série de tópicos que ele extraiu de cada fala e devem conduzir os trabalhos da Assembléia na defesa das comunidades negras.

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