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PF prende Henrique Eduardo Alves, ex-ministro de Temer

Prisão é decorrência das delações de ex-executivos de empreiteiras sobre irregularidades na construção da Arena das Dunas, estádio da Copa.

Por Priscila Belmont

06/06/2017 às 09h10

Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves. E/D: Henrique Alves e Michel Temer (José Cruz/Agência Brasil)

Em mais um desdobramento da Lava Jato, a Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (6/6) o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Há também mandado de prisão contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já preso no Paraná.

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte e é decorrência de delações de ex-executivos de empreiteiras. Batizada de Manus, a operação investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal (RN), um dos estádios da Copa de 2014. O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 33 mandados judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, seis mandados de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e Paraná.

A investigação realizada se iniciou após a análise das provas coletadas em várias etapas da Operação Lava Jato que apontavam a solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.

A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que na verdade consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal.

A operação ocorre 15 dias depois da prisão dos ex-governadores José Roberto Arruda (PR), Agnelo Queiroz (PT), do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) e mais sete pessoas, entre elas o dono da construtora Via Engenharia, Fernando Queiroz, após denúncias de superfaturamento e pagamento de propina nas obras de reforma do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Segundo delações de ex-executivos da Andrade Gutierrez, houve pagamento de pelo menos R$ 15 milhões em propina. A obra, inicialmente orçada em R$ 600 milhões, acabou consumindo R$ 1,5 bilhão.

Lobby

Alves entrou na mira da força-tarefa da Lava Jato em janeiro do ano passado. Segundo os procuradores, ele fez lobby para a construtora OAS em dois tribunais de Contas para evitar o bloqueio de recursos para as obras da empreiteira na Arena das Dunas. A ação foi comprovada por mensagens trocadas entre Alves e o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora, já condenado a 16 anos de reclusão por crimes cometidos no escândalo de corrupção da Petrobras.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Sobre o nome da operação, é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra.

Metrópoles

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