VÍDEO: Alvo de operação da PF, prefeito de Mossoró alega inocência e insinua possível motivação política
Polícia Federal deflagrou operação para desarticular esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na Saúde do Rio Grande do Norte
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Mederi, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios na área da Saúde no Rio Grande do Norte. Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais.
As investigações apontam indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. Auditorias identificaram falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço.
Entre os alvos está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Na sua residência os agentes apreenderam um telefone celular, um notebook e dois discos rígidos que passarão por análise.
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Nas redes sociais, Allyson alegou ser inocente, disse que está tranquilo e que vai colaborar com as investigações. O prefeito insinuou que a citação de seu nome nas investigações pode ter motivação política, já que, segundo ele, pesquisas eleitorais recentes apontam que seu nome está à frente do principal adversário na corrida pelo Governo do Estado.

Dinheiro apreendido na casa de sócio de distribuidora de medicamentos em Mossoró (Fotos: PF/Divulgação)
No balanço da operação, foram apreendidos R$ 251.502,00 em espécie, distribuídos em sete locais de busca, além de 33 aparelhos celulares, 34 mídias diversas (pen drives e computadores), quatro veículos e 114 documentos. Partes do dinheiro foram encontradas dentro de um cooler, de caixas de isopor e de remédios na residência do sócio de uma empresa investigada.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos e fraudes em processos de contratação administrativa. A Justiça determinou medidas cautelares contra empresários, sócios e colaboradores das empresas investigadas, incluindo pagamento de fiança e uso de tornozeleira eletrônica enquanto o inquérito segue em andamento no estado.
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