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Surto de ebola se espalhar para outros países tem ‘chances elevadas’. Conheça essa terrível doença!

Ebola: o que é, vírus, sintomas, transmissão, tratamento, prevenção

Por Minuto Saudável

21/05/2018 às 09h05

A doença, antes conhecida como febre hemorrágica ebola mata em questão de dias

A doença, antes conhecida como febre hemorrágica ebola, é uma infecção provocada por vírus.

O vírus ebola é considerado um dos mais perigosos que se tem conhecimento. Isso se deve pelo fato de apresentar taxa de mortalidade de até 90%, tendo potencial de provocar grandes surtos.

Ele é um filovírus de forma filamentosa que não possui classificação, capaz de provocar a doença em humanos e em outras animais, como macacos, gorilas e chimpanzés.

Os sintomas têm início após duas a três semanas depois de contrair o vírus. Inicia-se com a multiplicação do agente nas células do fígado, baço, pulmão e tecido linfático, causando danos significativos e hemorragias.

Essa doença foi identificada, pela primeira vez, em 1976, em dois surtos simultâneos: um em uma aldeia perto do rio Ebola, na República Democrática do Congo, e o outro em uma área remota do Sudão.

A origem do vírus ainda é desconhecida, mas os morcegos frugívoros (Pteropodidae) são considerados os prováveis hospedeiros.

Na África, os surtos provavelmente originam-se quando as pessoas têm contato ou manuseiam a carne crua de chimpanzés, gorilas infectados, morcegos, macacos, antílopes florestais e porcos-espinhos encontrados doentes ou mortos em florestas, pois é costume alimentar-se desses animais na região.

O vírus ebola apresenta cinco cepas, sendo o ebola-Zaire o mais letal deles. Foi este o vírus predominante durante a epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016. A doença afetou mais de 22 mil pessoas, levando 11 mil pacientes à morte.

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF), orgão com maior experiência no tratamento de pacientes com ebola no mundo, atuou durante a epidemia de 2014 na África Ocidental para auxiliar na contenção da doença, antes mesmo do surto ser oficialmente declarado.

Ao longo dos sete primeiros meses da epidemia, montou seis centros de tratamento de ebola: dois em Guiné, dois na Libéria e dois em Serra Leoa, mobilizando mais de 3.300 profissionais.

Estes centros receberam mais de 4.900 pacientes, dos quais cerca de 3.200 foram confirmados com a doença. Entre essas pessoas, aproximadamente 1.100 sobreviveram. O MSF também enviou mais de 877 toneladas de suprimentos médicos nesse período.

O Médico sem Fronteiras também já tinha tratado centenas de pessoas afetadas pelo ebola em Uganda, Congo, República Democrática do Congo, Sudão, Gabão e na Guiné. Em 2007, contiveram completamente uma epidemia de ebola na Uganda.

Fora a epidemia de 2014-2016, ao todo, mais de 24 surtos de ebola já foram registrados na África Central e Ocidental, além de Sudão e Uganda.

A situação, atualmente, também é preocupante para a população da República Democrática do Congo. Foram registrados, desde abril de 2018, mais de 40 casos de pacientes com suspeita de ebola na cidade de Bikoro.

Novo surto de ebola no Congo
A ebola, que já provocou uma epidemia extremamente preocupante entre 2014 e 2016, em países da África Ocidental, é motivo para mais um alerta.

No começo de abril deste ano, foram identificados casos da doença na cidade de Bikoro, na República Democrática do Congo. A cidade, que registrou o primeiro caso da doença, agora passa mais uma vez por esse enfrentamento.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), de abril até o dia 15 de maio, foram registrados 44 casos da doença no país, sendo 3 confirmados, 20 tidos como prováveis e 21 suspeitos.

A atualização mais recente divulgada pela OMS é de que há registro de um novo caso da doença em Wangata, cidade com cerca de 1,2 milhão de habitantes.

Até então, as suspeitas de ebola eram apenas de Bikoro, cidade em que os hospitais são considerados com funcionalidade limitada, além de possuir áreas afetadas de difícil acesso, principalmente em condições de chuva, uma vez que as estradas são intransitáveis.

Em Wangata, cidade urbana com maior número populacional, a situação se torna também muito preocupante. No entanto, as ferramentas para combater a doença agora são melhores.

Segundo a OMS, um grupo de 30 especialistas está trabalhando para auxiliar na condução da vigilância na cidade, além do apoio do Ministério da Saúde e outros parceiros.

Neste novo surto, a OMS pretende utilizar uma vacina ainda em fase experimental. De acordo com a organização, a vacina contra o vírus ebola chamada rVSV-ZEBOV pode ter até 100% de eficácia.

O ebola vírus
O ebola vírus é um filovírus (o outro membro desta família é o vírus Marburg) de forma filamentosa, com 14 micrômetros de comprimento e 80 nanômetros de diâmetro. O seu genoma é de RNA fita simples de sentido negativo (é complementar à fita codificante). O genoma é protegido por capsídeo, é envelopado e codifica sete proteínas.

O período de incubação do vírus ebola dura de 5 a 7 dias se a transmissão for parenteral (através do sangue) e de 6 a 12 dias se a transmissão for de pessoa a pessoa por outros fluídos.

Em alguns casos, entre o quinto e o sétimo dia de doença, aparece exantema de tronco, anunciando manifestações hemorrágicas: conjuntivite hemorrágica, úlceras sangrentas em lábios e boca, sangramento gengival, hematemese (vômito com presença de sangue) e melena (hemorragia intestinal, em que as fezes apresentam sangue).

Nas epidemias observadas, todos os casos com forma hemorrágica evoluíram para morte. Nos períodos epidêmicos e de surtos, a taxa de letalidade variou de 50% a 90%. Seu contágio pode ser por via respiratória ou contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada.

Destes cinco tipos de cepa, apenas o Ebola-Reston não possui registro de ter provocado a enfermidade ou algum caso de morte.

Ele foi encontrado em 1989 em macacos Macaca fascicularis e importados das Filipinas para os Estados Unidos. Lá infectou alguns tratadores por via respiratória, mas sem nenhum registro de surto.

Como ocorre a transmissão da ebola?
A ebola é uma doença considerada altamente infecciosa. Sua transmissão ocorre pelo contato direto com o sangue, secreções, órgãos ou sêmen de pessoas portadoras do vírus, ou ainda outros fluidos corporais de animais infectados.

Não é transmitida pelo ar, mas pode ser transmitida através de gotículas inaláveis de 0,8 a 1,2 micrômetros.

A infecção também pode ocorrer se a pele ou as membranas mucosas de uma pessoa saudável entrarem em contato com objetos contaminados com fluidos infecciosos de um paciente com ebola.

Durante o período de incubação, a pessoa contaminada não é capaz de transmitir a doença. As pessoas podem infectar outras enquanto seu sangue e secreções contiverem o vírus e após o surgimento dos sintomas.

Objetos como roupa suja, roupa de cama ou agulhas usadas por pacientes devem ser manuseados com muito cuidado. Pelo sêmen, a transmissão pode ocorrer por até 7 semanas após a recuperação clínica da doença.

Por isto, os pacientes infectados precisam ser cercados de cuidados específicos para evitar que profissionais de saúde ou parentes e amigos que os visitam no hospital entrem em contato com o sangue e/ou secreções.

De acordo com a OMS, também é possível adquirir o vírus ao lidar com um animal selvagem doente ou morto, que tenha sido infectado.

Transmissão por contato com animais
A aparição da doença está relacionada a relatos de infecção pelo manejo de chimpanzés, gorilas, morcegos (morcego-da-fruta), macacos, antílopes e porcos-espinhos infectados encontrados mortos ou doentes na floresta.

Os morcegos descartam fruta parcialmente ingerida, a qual é depois recolhida e comida por mamíferos terrestres, como os gorilas. Esta cadeia de eventos constitui um possível meio de transmissão indireta entre o hospedeiro natural e as populações animais, pelo que a investigação se tem focado na saliva dos morcegos.

Entre outros fatores, a produção de fruta e o comportamento animal variam entre o local e a época, o que pode desencadear surtos ocasionais entre as populações animais quando se reúnem condições propícias.

Transmissão em cerimônias fúnebres
As cerimônias fúnebres em que durante o velório as pessoas têm contato direto com o corpo da pessoa falecida, como é comum em comunidades rurais de alguns países africanos, também podem desempenhar um papel importante na transmissão do ebola.

Pessoas que morreram de ebola devem ser manipuladas apenas por quem esteja usando roupas de proteção e luvas. Além disso, o corpo deve ser enterrado imediatamente.

As populações africanas são infectadas em alto número, devido à cultura das aldeias, onde as famílias têm o costume de lavar o corpo dos mortos de forma manual e com cuidado antes do enterro.

Nas últimas horas antes da morte, o vírus se torna extremamente contagioso e, por isso, o risco de transmissão a partir do cadáver é muito maior. Por essas razões, garantir a segurança dos funerais é parte crucial da administração de um surto.

Com isso, o indivíduo morto pelo ebola transmite o vírus a todos aqueles que tiverem contato com o corpo. Depois que esta pessoa entra em contato com um animal que tem ebola, ela pode espalhar o vírus na sua comunidade, transmitindo-o para outros indivíduos.

Qual a ação do vírus no organismo?
O ebola, como outros vírus, precisa se alojar em algum organismo para se multiplicar e sobreviver. Sozinho, não apresenta capacidade de provocar algum surto.

Para essa sobrevivência, encontra formas de se multiplicar em outros corpos. Em seres humanos, o vírus ebola ataca diretamente o sistema imunológico, principalmente as células dendríticas.

Elas são muito importantes para a nossa defesa, tão fundamentais que são conhecidas como o “cérebro do sistema imunológico”.

No entanto, quando o vírus se liga a receptores de transporte ele é capaz de invadir as células dendríticas.

Uma vez dentro dessas células, assume o controle sobre elas, liberando seu material genético, nucleoproteínas e enzimas.

Assim, não só é capaz de bloquear a ação do sistema imunológico como também consegue reprograma-lo. É dessa forma que consegue se multiplicar.

Quando essas células se tornam saturadas pela replicação desenfreada do ebola, as membranas se dissolvem em milhares de vírus são lançados nos tecidos do corpo.

A ação do vírus também tem o poder de enganar outras células, pois é capaz de enviar mensagens para que encerrem suas vidas.

Por outro lado, mais células de defesa são ativadas, como os macrófagos, monócitos e citocinas. No entanto, também não são suficientes para bloquear a ação do vírus.

A reação dessas células, ao enfrentar o invasor, acaba provocando hemorragias, a falência do fígado e todos os outros sintomas. Tudo isso acontece ao mesmo tempo e muito rápido.

O vírus é capaz de provocar uma guerra contra o sistema imunológico, que, com todas as suas células de defesa, tenta se defender.

Grupos e fatores de risco
Durante um surto, como os que ocorreram na Libéria, Serra Leoa, Guiné e Nigéria, as pessoas com maior risco de infecção são:

Profissionais de saúde que atendem pacientes sem que as medidas de proteção estejam adotadas;
Membros da família ou outras pessoas que têm contato próximo com as pessoas infectadas;
Pessoas que têm contato direto com os corpos dos mortos como parte de cerimônias fúnebres;
Caçadores que entram em contato com animais mortos encontrados na floresta.
Os indivíduos que mais têm sido frequentemente expostos ao vírus são os profissionais de saúde, ao cuidarem de pacientes com ebola na África.

A contaminação pelo vírus acontece quando eles não usam adequadamente os equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.

Estes profissionais devem seguir rigorosamente as precauções de controle de infecção recomendados.

Sintomas
O vírus ebola é grave e as complicações que provoca também. Por isso, é fundamental atentar-se aos sintomas. No início da manifestação da doença, pode ser difícil diagnosticá-la corretamente, pois os sinais não são específicos.

Os primeiros sintomas que o paciente com ebola apresenta são:

Início súbito de febre;
Fraqueza intensa;
Dores musculares;
Dor de cabeça;
Dor e inflamação na garganta.
Posteriormente, são seguidos de:

Vômitos;
Coceiras;
Diarreia;
Disfunção hepática;
Erupção cutânea (comuns);
Insuficiência renal;
Olhos avermelhados (comuns);
Hemorragia tanto interna como externa, em somente alguns casos.
O período de incubação, ou o intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas pode variar de 1 até 21 dias após a exposição ao vírus.

Durante esse período, as pessoas infectadas não transmitem a doença. O risco de transmissão acontece apenas quando começam a apresentar os sintomas.

Quando existe o risco de morte, geralmente ocorre entre 6 a 16 dias após o início dos sintomas e, na maior parte dos casos, deve-se à diminuição da pressão arterial, resultante da perda de sangue.

Fase Hemorrágica
Todas as pessoas infectadas demonstram sintomas do envolvimento do sistema circulatório, como coagulopatia. Durante a fase hemorrágica, as primeiras hemorragias internas ou subcutâneas podem se manifestar através de olhos avermelhados ou pela presença de sangue no vômito.

Em cerca de 40% a 50% dos casos verificam-se relatos de hemorragias nas pregas da pele e das mucosas; por exemplo, no sistema digestivo, nariz, vagina e gengivas.

Entre os tipos de hemorragias associados à doença estão a presença de sangue no vômito, na tosse e nas fezes. As hemorragias intensas são raras e geralmente restritas ao sistema digestivo. Normalmente, a evolução para sintomas hemorrágicos é um indicador do agravamento do prognóstico e a perda de sangue pode provocar a morte.

Diagnóstico
O diagnóstico nem sempre é simples, pois os sintomas não são específicos. Pode ser necessário uma equipe de médicos para avaliação do paciente, pois normalmente não são casos isolados.

Durante o diagnóstico, é essencial o conhecimento do histórico do paciente para investigar se aconteceu contato com animais mortos e/ou doentes ou pessoas com suspeita de infecção pelo vírus.

Além disso, faz parte do diagnóstico diferencial eliminar a hipótese de doenças com sintomas semelhantes, como febre hemorrágica viral, malária, febre tifoide, disenteria bacteriana, tifo epidêmico, cólera, sepse e doença de Lyme.

Essas doenças podem manifestar sintomas semelhantes à infecção causada pelo vírus ebola.

Para confirmar o diagnóstico, o médico precisa realizar exames de sangue para confirmação da presença de anticorpos virais, ARN viral ou do próprio vírus ebola.

A confirmação dos casos de ebola é feita por exames laboratoriais específicos, após a realização de sete testes aprovados pela OMS. Esses testes são de grande risco biológico e devem ser conduzidos sob condições de máxima contenção.

Testes laboratoriais
Ainda no começo da preocupante epidemia de 2014-2016, a Organização Mundial da Saúde lançou um procedimento de emergência para que a avaliação dos casos de suspeita de ebola fossem feitos de forma mais rápida nos países afetados.

Em dezembro de 2014, sete testes laboratoriais foram aprovados para o Procedimento de Avaliação e Listagem de Uso de Emergência (EUAL, da sigla em inglês). Esses testes fazem parte de um projeto para acelerar a contenção de surtos, com testes rápidos e adaptados ao vírus ebola.

Os sete testes são os seguintes:

OraQuick;
RealStar;
ReEBOV;
Liferiver;
Xpert;
FilmArray;
SD Q Line Ebola Zaire Ag.

Fonte: https://minutosaudavel.com.br/ebola-sintomas-o-que-e-cura-prevencao-tratamento-e-mais/

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