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Francisco Inácio Pita

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A psicologia e a liberdade humana

23/01/2026 às 19h55

Coluna de Francisco Inácio Pita - Imagem ilustrativa - Foto gerada por IA

Por Francisco Inacio Pita – A psicologia vivida pela humanidade é fonte de estudo em diversos ângulos e jamais será decifrada em sua totalidade. Assim como existem modificações em tudo, o pensamento humano também se modifica a cada momento, o modo de pensar das pessoas que vão surgindo; as condições sociais em que vivemos, por mais que o ser humano queira se afastar da hereditariedade biológica, têm sempre uma boa aproximação, mesmo com uma certa mudança mental acontecendo entre as novas gerações.

Com base na psicologia antiga, podemos observar a insuficiência dos seus métodos. O ser pensante tem às vezes forma de imaginar no formato isolado, mas de forma geral não condiz com a verdadeira realidade dos tempos de hoje; assim, os seus fenômenos introspectivos apresentados de maneira com deficiência são quase imperfeitos na forma de pensar do ser humano atual, mas nunca de forma isolada em outras ações realizadas por ele. Já a psicologia moderna vai mais longe; a sua metodologia avançada estuda racionalmente todos os problemas da personalidade humana, unindo os elementos materiais e espirituais, resolvendo boa parte das grandes questões dos cientistas de antanho, até porque, hoje, existe muita tecnologia e linhas computadorizadas que identificam os problemas com mais rapidez e eficiência.

O corpo nada mais é do que um instrumento passivo da alma, que age e se transforma por meio de obras e da fé em algo que ele acredita, vive em função de objetivos conquistados de forma certa e, às vezes, se comporta de forma errada. O seu intuito é viver bem e se defender de algo com que ele não concorda. Isso não é uma regra exata, mas a maioria da humanidade se comporta conforme a sua necessidade.

A condição perfeita vivida na vida de um ser humano depende da inteira exteriorização das faculdades do espírito, da renúncia da atividade vivida no centro orgânico, resultando em manifestação que lhe é correspondente: daí provém toda a verdade da “mensagem e o grande subsídio que a psicologia moderna fornece aos fisiologistas como guia esclarecedor da patogenia”. E você pensa assim? Uma boa indagação, mas nunca com pensamento fixo, porque depende do aforismo de cada um.

O corpo não está separado da alma; só precisa você acreditar nessa representação. As suas células são organizadas segundo as ações perispírito dos indivíduos e pela multiplicação e divisão entre elas. Nesta divisão das células brota a diferenciação entre elas e acontecem as formações dos órgãos do nosso organismo, conforme a anatomia e fisiologia do corpo. A patologia está orientada por elementos sutis, de ordem espiritual; repito, necessariamente você tem que acreditar nesta relação corpo e alma com base na sua própria fé individual. O seu modo de pensar é sempre diferente do outro e, para chegar ao mesmo DNA entre pessoas de famílias diferentes, necessita testar um milhão de pessoas com possibilidade de, entre essas, ter o DNA idêntico. Veja a grande diferença biológica entre o organismo humano, já a mente depende um pouco do meio social e econômico, falta de fé cristã e do comportamento de cada um.

Por meio do amor podemos encontrar fundamentos de liberdade; antes de tudo, é preciso explicitar o que se entende por liberdade. Para a nossa reflexão, podemos entender que liberdade consiste em permanecer aberto e disponível para escolher o que há de melhor, de mais conveniente em cada circunstância. O Espírito torna a pessoa apta para uma verdadeira opção e suprime a necessidade de buscar sempre a própria vantagem ou a própria segurança.

A categoria da responsabilidade é uma das mais importantes em termos de moralidade. É com base nesse pensamento que podemos entender a moral individual. Trata-se de um tema complexo, visto que toda pessoa, de forma integral, deve ser levada em conta na hora de estudar a categoria antropológica da responsabilidade de cada um.

Se você vive frente a uma situação sociocultural, eclesial, na sua vida comum, diferenciada de outras pessoas, sente-se o preconceito ao seu redor, cuidado! Isso pode lhe prejudicar e levar ao seu fim, tanto a sua matéria física por meio de um suicídio e se tornar uma pessoa sem ânimo para viver e contrair doenças até incuráveis fisicamente e psicologicamente, que podem lhe dominar para destinos destruidores de si próprio e de outras pessoas.

A falta de liberdade criativa para uma ação ousada, a alternativa esperançosa e encontrar caminho para uma experiência nova e concreta dependem do meio em que vivemos. Sabemos que é imprescindível assumir a vida com responsabilidade e superar toda escravidão; em outras palavras, o que vale é viver em liberdade na experiência do amor diante do império da morte controlada, mas não podemos esquecer que a morte muitas vezes chega de repente, e em momentos de glória e vitórias no nosso lado desejado.

Toda reflexão tem que levar ao agir ético que revele uma vida livre e construtora de uma nova realidade, de relacionamento e de compromisso no atual contexto. Quando passamos por situações complicadas, até mesmo no nosso ambiente de trabalho, faz-se necessário, com certa urgência, que sejam encontrados critérios ético-filosófico-teológicos para um repensar da moral e forma de agir. É precisa uma reorientação do comportamento humano em vista de uma prática mais coerente, alternativa e libertadora, sobretudo frente a um contexto fundamentalista, conservador e acomodado, no intuito de trazer luz e novidade para agir. Significa ter a lucidez de traduzir e testemunhar em concreta forma de reflexão ética.

A verdadeira liberdade nada mais é que um sinal eminente da consciência humana, pois ela inclusive deixa a certeza ou a dúvida no direcionamento ao ser humano com o poder de decidir. Diante de uma proposta nova e muitas vezes radical para a experiência existencial do ser afetuoso, a liberdade, que relativiza as normas e exige que a pessoa assuma com responsabilidade a vida, dá uma perspectiva nova e ousada de como viver uma biografia verdadeira e não uma escravidão. A liberdade é um dos elementos éticos fundamentais do ser humano e muito necessária para o distanciamento entre o medo de ser e a forma correta de agir, e pronto final. Nunca podemos esquecer que devemos ter a nossa liberdade, sem cair na libertinagem. Podemos usar a nossa liberdade de forma justa e dentro das leis vigentes em nossa nação, mas, lembrando sempre, nunca devemos prejudicar ninguém com o uso da nossa liberdade.

Mote: viva a sua liberdade
se prejudicar ninguém.

A liberdade vivida
tem a sua direção
mais de uma opção
até a nossa partida
tem uma reta seguida
até o fim do além
você precisa também
cuidar com lealdade
viva a sua liberdade
se prejudicar ninguém.

Existe em nossa mente
espaço para decidir
precisamos sempre agir
na forma corretamente
plantar boa semente
não viver de vai e vem
conserve seu armazém
da mente na lealdade
viva a sua liberdade
se prejudicar ninguém.

O tempo ensina a gente
no passar do dia a dia
conserve bem a alegria
no seu destino presente
procure ir sempre à frente
sem esquecer o porem
faça na vida o bem
e tenha a prosperidade
viva a sua liberdade
se prejudicar ninguém.

Ninguém consegue viver
sem ter sua liberdade
siga com sinceridade
na reta do seu fazer
procure sempre render
com Jesus de Belém
siga até o além
no caminho da verdade
viva a sua liberdade
se prejudicar ninguém.

Eu quero finalizar
em rimas nessa versão
dando a minha opinião
na forma do meu pensar
se quiser contestar
tem o direito também
se entender que convém
dizer alguma verdade
viva a sua liberdade
se prejudicar ninguém.

Muito obrigado a todos e até o nosso próximo encontro.


Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Sistema Diário de Comunicação.

Francisco Inácio Pita

Francisco Inácio Pita

Francisco Inácio de Lima Pita — Radialista e Professor Licenciado em Ciências e Biologia pela UFPB e UFCG respectivamente. Atualmente é professor aposentado por tempo de serviço em sala de aula, escritor dos livros CONCEITOS E SUGESTÕES PARA VIVER BEM O MATRIMÔNIO, AS DROGAS E A RETA FINAL DA VIDA, VARIAÇÕES POÉTICAS, ARQUIVO DA CULTURA NORDESTINA, 102 SONETOS  e tem outros livros em andamentos, mora atualmente na cidade de São José de Piranhas – PB. Atualmente participa do Programa Radar Cidade com o quadro PAPO RETO pela TV Diário do Sertão ao lado de Dida Gonçalves, é coordenador geral da Rádio Web Vale do Piranhas em São José de Piranhas.

Contato: [email protected]

Francisco Inácio Pita

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Francisco Inácio de Lima Pita — Radialista e Professor Licenciado em Ciências e Biologia pela UFPB e UFCG respectivamente. Atualmente é professor aposentado por tempo de serviço em sala de aula, escritor dos livros CONCEITOS E SUGESTÕES PARA VIVER BEM O MATRIMÔNIO, AS DROGAS E A RETA FINAL DA VIDA, VARIAÇÕES POÉTICAS, ARQUIVO DA CULTURA NORDESTINA, 102 SONETOS  e tem outros livros em andamentos, mora atualmente na cidade de São José de Piranhas – PB. Atualmente participa do Programa Radar Cidade com o quadro PAPO RETO pela TV Diário do Sertão ao lado de Dida Gonçalves, é coordenador geral da Rádio Web Vale do Piranhas em São José de Piranhas.

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