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José Ronildo

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Bolsonaro e o Centrão

31/12/2021 às 18h07

Coluna de José Ronildo. (Foto: reprodução/IstoÉ).

Por José Ronildo

Líderes dos principais partidos do Centrão – bloco que sustenta o presidente Bolsonaro no Congresso têm demonstrado muita preocupação com as mais recentes pesquisas internas do governo a respeito da avaliação do presidente junto ao eleitorado e atribuem o fato do presidente não melhorar sua aprovação junto ao governo por conta do seu negacionismo, desde o início da pandemia, especialmente no que se refere à vacina. Consideram a polêmica em torno da vacinação de crianças acima de cinco anos, totalmente desnecessária.

O presidente estaria indo de encontro ao que pensa a maioria da população, quando não defende a vacina, o uso de máscara, o distanciamento social e o passaporte da vacina. No entendimento dos integrantes do Centrão é esse posicionamento que está impedindo o presidente de deslanchas nas pesquisas.

Segundo as informações, diante desse cenário, a preocupação do Centrão, com a eventual derrota de Bolsonaro, tem sido tema constante de encontros entre lideranças nas últimas semanas.

Apesar de dizer publicamente que estará com o presidente no pleito presidencial, nos bastidores, os principais partidos aguardam o efeito do Auxílio Brasil de R$ 400, até meados de março para definir qual posição irão tomar a respeito de apoio à campanha da reeleição do presidente. Com exceção do PL, que tem Bolsonaro como filiado, os demais partidos querem aguardar alguma melhora na economia antes de decidir sobre um eventual desembarque.

É bem verdade que o governo enviou recursos para estados e prefeituras enfrentarem a pandemia e o desemprego. O próprio governo federal lançou o Auxílio Emergencial para socorrer essas pessoas, entretanto, uma semana depois foi à TV defender a volta da normalidade, oportunidade em que pediu para que todos fossem às ruas se expor ao vírus, pois para os mais jovens e saudáveis ele seria apenas uma gripezinha.

Fazer campanha contra a vacina também foi um dos pecados do presidente, apesar de comprar e oferecer. Ainda hoje ele faz isso. Por conta desse posicionamento foi muito criticado e passou a ser chamado de genocida.

Muita gente dizia que o presidente era um louco, já que a população entendia em sua grande maioria que o distanciamento social, o uso de máscara, a higienização das mãos e a vacina eram as medidas mais eficazes para evitar a propagação do vírus e um número muito maior de mortes.

Inicialmente o presidente vinha tentando um golpe, quando colocava em dúvida a segurança das urnas eletrônicas, além de ensaiar um movimento contra o STF, mas, como sua situação se complicava junto ao Congresso, preferiu fazer uma aliança com o Centrão, que teria exigido o fim de tudo isso.

A partir daí, o presidente tentou conquistar votos inaugurando obras; participando de motociatas, inaugurando obras, como da transposição do São Francisco, rodovias, apartamentos, além do pagamento de R$ 400 reais aos beneficiários do antigo Bolsa Família, além do Vale Gás, mas pelo visto não estão dando resultado.

Os aumentos constantes da gasolina, a volta de inflação e a disparada nos preços que compõem a cesta básica também pesaram bastante, apesar do presidente ter tentado jogar a culpa nos governadores que fecharam o comércio durante o período mais crítico da pandemia.

José Ronildo

José Ronildo

Redator do Jornal Gazeta, Radialista e apresentador do Microfone Aberto da Rádio Alto Piranhas

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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José Ronildo

José Ronildo

Redator do Jornal Gazeta, Radialista e apresentador do Microfone Aberto da Rádio Alto Piranhas

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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