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José Ronildo

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Convivendo com a pandemia

07/08/2020 às 15h43

Coluna de José Ronildo

Quando a notícia se espalhou que o novo coronavírus tinha chegado ao Brasil, foi aquele alvoroço; aulas suspensas, comércio e bancos fechados, transporte intermunicipal e estadual proibido; o ministro Manddeta dando entrevista coletiva toda hora, enfim, um clima de pânico tomou conta da população. No mesmo momento a população assistia corpos sendo levados em caixões, aos montes, em caminhões do exército na Itália.

Era como se tivesse chegando uma “praga” matando quem encontrasse pela frente, só que, na semana seguinte, o presidente Bolsonaro que inicialmente embarcou nas orientações de Mandeta no sentido de que o isolamento social era o único caminho para se livrar da doença, surpreendeu a todos ao fazer um pronunciamento na TV, defendendo a volta à normalidade, pois para a maioria da população o novo coronavírus não era um bicho de sete cabeças, ressaltando que na maioria, especialmente, os mais jovens e saudáveis, citando seu próprio exemplo, pelo fato de ser um ex-capitão do exército, não passaria de uma gripezinha, e que o País não podia parar. Naquela ocasião, foi chamado de louco por muita gente. Bolsonaro apresentava, inclusive, a Hidroxicloroquina como a solução para o problema, mesmo sem comprovação científica de sua eficácia.

O vírus chegou; os governadores certamente também terminaram entendendo que era possível conviver com ele, apesar de ser quase fatal para idosos com doenças pré-existentes, já que o vírus tira proveito da imunidade baixa e defesas comprometidas dessas pessoas, não exigindo ainda um medicamento para

Na realidade, a grande preocupação no início era com a estrutura hospitalar para atender todos os pacientes graves, que iriam precisar de respiradores e UTIs. Em algumas regiões, até que tivemos problemas sérios, como Manaus, Fortaleza, São Luiz, mas tudo está passando e a situação foi controlada. Lógico, que o isolamento social foi importante e serviu justamente para evitar um grande número de contaminados ao mesmo tempo no início da pandemia.

Agora, observa-se um recuo do vírus, hospitais de campanha sendo desmontados, tudo está sendo reaberto, e até o futebol, voltou, mesmo sem público, enfim, apesar do vírus continuar circulando e fazendo vítimas fatais, a saída é continuar tentando se proteger, principalmente com o uso de máscara e o distanciamento entre as pessoas até a chegada da vacina, que graças a Deus, parece próxima.

O novo Lula?
Alguns já estão chamando o presidente Bolsonaro de o novo Lula, pelo apoio popular que começa a conquistar na região nordestina, especialmente entre os mais humildes. Por incrível que pareça parece que a pandemia, apesar dele ter defendido o fim do isolamento social e a volta à normalidade em um momento inadequado, ele não deixou a população, nem os empresários, na mão.

Imediatamente anunciou que todas as famílias do Bolsa Família passariam a receber R$ 600,00 durante a pandemia e as mulheres chefes de família, R$ 1.200,00. Quem parou de trabalhar e não tinha renda formal ou algum benefício do INSS também receberiam.

Parece que muitos nordestinos entenderam que não era apenas Lula que ajudar aos mais pobres das periferias das grandes cidades e do Nordeste, com o pagamento do Bolsa Família e para completar ele saiu pelo nordeste, inaugurando obras, indo de encontro ao povo, como se estivesse em plena campanha eleitoral, botando chapéu de couro na cabeça e montando em cavalo, tudo em clima de muita euforia por parte dos seus seguidores mais fanáticos, que conquistou País a fora e que hoje são direitistas e antipetistas.

Aterros
Pelo que estamos observando, alguns serviços só funcionam com eficiência se for feito pela iniciativa privada. A coleta do lixo e limpeza urbana é um exemplo; o fornecimento de energia elétrica; aterros sanitários e até cemitérios. Infelizmente as prefeituras municipais não têm demonstrado capacidade de gestão para fazer funcionar com eficiência esses serviços. Os aterros sanitários terminaram se transformando em lixões por falta de uma operacionalização competente, inclusive, em Cajazeiras. As prefeituras não tiveram condições se quer de manter as máquinas pesadas doadas pelo PAC.

Rápidas
*Os moradores do distrito do Azevém, em Cajazeiras, cobram a construção do muro do cemitério que caiu já faz bastante tempo. Os moradores também cobram uma promessa que teria sido feita pelo prefeito José Aldemir, no caso, a construção de uma praça.

*A ex-prefeita de Cajazeiras, Denise Albuquerque, apesar de afirmar que as portas estão abertas, entende que o deputado estadual, Jeová Campos não volta atrás e manterá a pré-candidatura de Marquinhos Campos a prefeito.

*O deputado estadual, Júnior Araújo ao passar pela zona rural de Sousa mostrou em suas redes sociais uma belíssima plantação de algodão. É a volta do ouro branco do sertão.

*Por falar em Júnior Araújo ele também esteve celebrando mais uma aliança política na região: Ceninha Lucena para prefeito e Sabino Júnior, para vice, em Bonito de Santa Fé.

*A ex-prefeita Denise Albuquerque entende que chegou o momento de Cajazeiras seguir o exemplo do governo do Estado e investir no ensino integral.

José Ronildo

José Ronildo

Redator do Jornal Gazeta, Radialista e apresentador do Microfone Aberto da Rádio Alto Piranhas

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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José Ronildo

José Ronildo

Redator do Jornal Gazeta, Radialista e apresentador do Microfone Aberto da Rádio Alto Piranhas

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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