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Damião Fernandes

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Dom Francisco de Sales: primeiras palavras

06/09/2016 às 17h58

Novo Bispo de Cajazeiras, Dom Francisco Sales

O nosso mais novo Bispo da Diocese de Cajazeiras, Dom Frei Francisco de Sales, foi acolhido por primeiro pelos paroquianos da paróquia de São Bosco, como a primeira paróquia da sede a acolher aquele que “vem em nome do Senhor”. Mesmo que saibamos que lá estavam peregrinos de todas as paróquias de nossa cidade como também de outras paróquias integrantes do vasto território diocesano. Mas, o que constará em ata oficial é que o 8º Bispo da Diocese de Cajazeiras, foi primeiro acolhido em sua sede Diocesana, na Paróquia do padroeiro da Juventude: São João Bosco.

Logo abaixo, trago parte do seu pronunciamento oficial nesta ocasião de acolhida.
Veja o que o Espirito fala à sua Igreja.

1. (…) Desde já me estimulam a sentir-me em casa, a inserir-me na vida e na história desse povo, para caminhar junto com quem já está a caminho, para sonhar o sonho daqueles que estão sonhando e que amam essa terra e revelam no seu rosto, sonhos de justiça, de paz, dignidade, de vida em plenitude. Sonhos e desejos que o próprio Deus, autor da vida, autor da esperança, já semeou em cada um dos nossos corações.

2. (…) Entro hoje, meus irmãos e irmãs, na intimidade da casa da cidade de Cajazeiras como cristão, como sacerdote, como Bispo e Pastor. Aqui como foi confiada a responsabilidade e a missão de animar e cuidar desta porção do Povo de Deus que se espalha pelo vasto território de nossa Diocese. Uno-me aos meus irmãos e irmãs na fé e na esperança para reafirmar um traço de nossa identidade, nossa missão no mundo e na sociedade na qual nós estamos inseridos. Como nos ensina um antigo testemunho deixado por um cristão leigo dos primeiros séculos: O cristão de fato, não se distingue dos outros. Nem por sua terra, nem por sua língua, nem pelos seus costumes. Não mora em cidades separadas, nem fala língua estranhas, nem de algum modo especial de viver. Adaptam-se aos costumes de cada lugar. Contudo, testemunham pela sua vida um modo admirável, um jeito paradoxal de ser. Em poucas palavras dizia este autor anônimo: “Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo”.

3. Esse nosso primeiro encontro se estabelece a partir desse traço fundamental que nos caracteriza como cristãos, com a consciência e responsabilidade de nos aproximarmos com grande respeito dessa casa que é Cajazeiras que nos acolhe; dispostos a entrar em dialogo, em conversação com a realidade desse mundo no qual agora vivemos juntos e formamos família, com seus valores, com seus desafios que já nos foram apresentados. Como discípulos de Cristo não nos sentimos estranhos ao mundo, ao contrário, fazemos nossos, como nos afirma a constituição Pastoral Gaudim et Spes: As alegrias, as esperanças, as tristezas eas angustias das pessoasespecialmente dos pobres e de todos os que sofrem em intima união com o ser humano e com a sua história. Nossa missão como Igreja e como cristãos é testemunhar; testemunhar olhando para Jesus Cristo em quem contemplamos a fonte daquilo que somos, da sua caridade. Esta caridade que como diz o apóstolo São Paulo nos unge e nos impele, se transforma em um amor visceral, capaz de encher os nossos corações e transbordar concretamente em compromisso de solidariedade, em promoção da dignidade e da fraternidade entre os seres humanos. A Igreja está inserida na História. Não como senhora da história, mas como serva da humanidade e haverá sempre uma palavra para oferecer.

4. Consciente de que não existe nenhuma fratura ou dicotomia entre a fé e a cultura, sobretudo nesta cidade que respira e promove a cultura em tantos espaços de educação. Nosso modo de estar no mundo responde ao chamado de Jesus de sermos sal da terra, misturando-nos a todas as realidades humanas, dando-lhes sabor e sendo ao mesmo tempo Luz do Mundo, fazendo adiferença, iluminando asociedade, com a luz do evangelho testemunhado e dizer para o mundo que em Cristo, no encontro com Ele, um outro mundo é possível de ser construído.

5. Por isso, meus irmãos e irmãs, queridos representantes da sociedade, das autoridades, reafirmo hoje, entrando nessa Diocesecomo Pastor, o nosso compromisso como Igreja Diocesana radicada na fé, na fé daqueles que aqui plantaram a semente do Evangelho, reafirmo o compromisso em trabalhar pelo bem, pela dignidade, pela promoção do ser humano, consciente do papel de nossa Igreja na construção da sociedade.

6.Uma Igreja que reconhece a autonomia da comunidade política, também manifesta sua disposição e generosidade para ajudar e colaborar com a sociedade civil e o Estado, com os bens de que dispõe para promover e defender o ser humano, preservar os seus inalienáveis direitos e contribuir com a formação da consciência moral, salvar os valores de nossa cultura ameaçados pela globalização da indiferença, lutar contra a fome e contra todas as formas de escravidão e sobretudo defender a vida em todas as suas dimensões. Salvaguardar o ambiente desta nossa casa comum que nos alberga e nos é acolhedor. Somos consciente que como Igreja estamos no mundo com meios frágeis, que a nossa força está no Evangelho, que não confiamos nem nos sustentamos nas estruturas de poder que rege o mundo, que as escolhas, os bens e os recursos para o exercício de nossa missão são e serão sempre submetidos à lógica do Evangelho, com nos afirma o concilio: Os apóstolos e os sucessores dos mesmos com seus cooperadores, enviados para anunciar aos homens, Cristo Salvador do mundo, tem por sustentáculo do seu apostolado o poder de Deus, o qual muitas vezes manifesta a força do evangelho na fraqueza de suas testemunhas, aderindo fielmente ao evangelho e realizando a sua missão no mundo: A igreja, a quem pertence fomentar e elevar tudo o que de verdadeiro, bom e belo se encontra na comunidade humana, consolida pelo seu testemunho para a gloria de Deus, a paz e a harmonia entre os humanos.

7. Com esta consciência meus irmãos e irmãs e com espirito Eclesial, recebo as chaves desta cidade. Entro em casa, já estou em casa para estar com vocês como aquele que serve em comunhão com a Igreja que é mãe e mestra, que se fez servidora de cada homem e de cada mulher que encontra no seu caminho.

8. Suplico ao Deus da vida, ao Deus onipotente que em Jesus fez-se nosso servidor para que Ele crie em cada um de nós um coração generoso e fiel, para que possamos servi-lo sempre com lealdade e pureza no espirito em cada irmão e em cada irmã que nós encontramos, sobretudo nos mais frágeis.

9. Que a Virgem Maria, Mãe da Piedade, Senhora desta cidade e padroeira de nossa Diocese, nos ajude e nos ensine a tocar como ela tocou, cada dia a carne martirizada do seu Filho, nos filhos que sofrem. Iniciemos meus irmãos e irmãs com esperança esse caminho e façamos dessa cidade um casa mais digna para todos. Que Nossa Senhora, Mãe de Deus, nos abençoe e nos ajude a caminhar juntos.

[Pronunciamento de Dom Frei Francisco de Sales na cerimônia de Acolhida na Paróquia São Bosco na ocasião do dia da sua posse canônica]

Damião Fernandes

Damião Fernandes

Damião Fernandes. Poeta. Escritor e Professor Universitário. Graduado em Filosofia. Pós Graduado em Filosofia da Educação. Mestre e Doutorando em Educação pela (UFPB). Autor do livro: COISAS COMUNS: o sagrado que abriga dentro. (Penalux, 2014).

Contato: damiaofernandes.cz@hotmail.com

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Damião Fernandes

Damião Fernandes

Damião Fernandes. Poeta. Escritor e Professor Universitário. Graduado em Filosofia. Pós Graduado em Filosofia da Educação. Mestre e Doutorando em Educação pela (UFPB). Autor do livro: COISAS COMUNS: o sagrado que abriga dentro. (Penalux, 2014).

Contato: damiaofernandes.cz@hotmail.com