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José Antonio

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E o nosso futuro?

01/12/2023 às 19h24 • atualizado em 01/12/2023 às 19h27

Coluna de José Antônio (Foto: reprodução/internet).

Por José Antonio – Era como se estivéssemos há alguns séculos atrás. Os litorâneos continuam desconhecendo o que se passa no Sertão da Paraíba e nos enxergam com certo ar de desprezo e desdém. Para muitos, nestas paragens sertanejas, ainda impera a lei do cangaço e somos o “MOBRAL” como falou uma ilustre professora da UFPB, num passado não tão distante, ao tentar mostrar o quanto éramos insignificantes. O “interior”, na visão desta professora não tinha condições de ter cursos superiores e chegou a propor o fechamento de nosso Campus. Ainda hoje somos tratados e vistos, por alguns “intelectuais” como os “primos pobres”, os encostados e sem perspectivas e possibilidades de “ser gente”.

Que olhares têm os “litorâneos” sobre o sertão e os sertanejos? Que conhecimentos têm sobre o momento em que vive esta região em termos de potencial econômico e educacional? Muito pouco, pouquíssimo ou quase nada.

E a classe política? Esta só quer saber quantos eleitores tem na região para no momento certo “comprar a boiada”, sem nunca indagar quais as nossas necessidades e entraves para sermos incluídos no processo de desenvolvimento econômico e social do Estado e depois de eleitos o esquecimento total e absoluto.

E os altos escalões do governo? Estes sim, que protegidos por muitas paredes e portas, em seus suntuosos gabinetes, não tem tido a preocupação de resolver as questões mais simples que possibilitariam avanços consideráveis na melhoria de vida do povo sertanejo, isto porque desconhecem totalmente a nossa realidade.

As eleições municipais se aproximam e será a oportunidade que vamos ter para um grande debate sobre o futuro de Cajazeiras. O que somos o que podemos ter, o que poderemos para fazer para que a nossa cidade volte a ser destaque do cenário econômico e político da Paraíba.

Muitos têm conhecimento que a educação tem sido a salvação da nossa economia, mas quais os valores advindos deste setor que agregamos para ativar outras atividades econômicas? Os nossos pólos geradores de profissionais em diversas áreas do conhecimento estariam dando um retorno? Ou apenas formamos para outros centros?

Um setor que precisa ser amplamente debatido neste processo eleitoral de 2024 é o da agropecuária, incluindo aí desde a melhoria do rebanho, produção de pastagem, de leite e de gado de corte. Uma atividade que vem sendo esquecida ao longo do tempo, enquanto outras regiões do país fazem é acelerar tudo o que envolve este rico setor.

Cajazeiras é muito rica em solos, tem imensos baixios, onde antes faziam gerar mais de 14 engenhos que esmagava a cana de açúcar e a transformava em cachaça, mel e rapaduras. Tudo isto hoje é passado. Por que não fomentar este setor da economia?

Não podemos perder tempo. O futuro é promissor.


Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Sistema Diário de Comunicação.

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: [email protected]

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Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

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