Economia

Por José Ronildo – Na economia, o governo Lula fechou o ano com muito o que comemorar e talvez esses índices tenham sido fundamentais para mantê-lo forte na política brasileira, liderando as intenções de votos para renovar o mandato, que seria o quarto e com mais de 80 anos de idade, apesar do quadro de polarização entre ele e Bolsonaro, ou como falam: direita e esquerda.
Mesmo diante dos números favoráveis da economia, a aprovação do governo não consegue ultrapassar os 50%, mas pelo visto, Lula está conseguindo segurar seu eleitorado. No início da gestão, o presidente afirmava que os dois primeiros anos seriam de reorganização do governo e reestruturação dos programas sociais como Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família, além das universidades que teve seus recursos surrupiados pelo governo anterior.
O presidente dizia que o momento era de plantar para depois colher. O governo passou por momentos difíceis, com a disparada no preço de vários alimentos da cesta básica, sendo muito criticado nas redes sociais.
Os preços, entretanto, terminaram baixando e alguns programas importantes foram lançados, como o Pé de Meia que beneficiou alunos de baixa renda da rede pública e o fim da cobrança do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. A virada de chave veio com a tarifa de 50% nas exportações dos produtos brasileiros por parte do presidente Donald Tramp, após o deputado federal Eduardo Bolsonaro, ter ido para o País tramar contra a sua Pátria, alegando que o pai estava sendo perseguido e injustiçado.
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A reação da população, inclusive, nas redes foi imediata de desaprovação. Lula cresceu em popularidade ao defender a soberania nacional e anunciou ajuda aos empresários prejudicados, especialmente do agro.
Depois Lula virou o jogo com Tramp, que começou após um rápido encontro entre os dois na assembleia da ONU, quando o presidente norte americano disse ter gostado de Lula e que sentiu química entre os dois, iniciando negociações para retirada das tarifas, como terminou acontecendo, se constituindo em uma grande derrota para Eduardo e o Bolsonarismo.
Para completar os EUA retiraram sanções impostas ao ministro Alexandre de Morais, atendendo um pedido de Lula. Enfim, o ex-presidente Bolsonaro foi julgado, condenado e preso e Eduardo terminou perdendo o mandato e ainda responde processo, acusado de tentar obstruir a justiça.
O fato é que no final de ano, o Brasil registrou a menor taxa de desemprego, 5,2%. Em novembro de 2020, chegou a 14,6%, a maior da história; o dólar também está em queda; o PIB crescendo e o preço dos combustíveis controlado, inclusive, tivemos uma redução nos preços por parte das distribuidoras.
O momento é histórico também no turismo: mais de 9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o País em 2025, recorde que colocou o Brasil no centro das atenções internacionais. O volume representa um crescimento expressivo de 40% em comparação ao ano passado, que havia registrado 6,7 milhões de turistas.
Média
Após o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Mota ter conseguido junto ao presidente Lula a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, o deputado federal Wilson Santiago quis fazer média. O fato é que ele apresentou um projeto na Câmara Federal, que não andou, por falta de força política. Aconteceu o mesmo em relação ao projeto de sua autoria da criação de uma Zona Franca do Semiárido Nordestino, que também não avançou no Congresso. Ele chegou a fazer uma Audiência Pública em Cajazeiras e todos estavam realmente empolgados. O projeto previa a isenção de impostos na região do Semiárido, envolvendo o sertão da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, com o objetivo de atrair empresas e indústria, mas infelizmente só frustração e enganação.
Curtas
Cajazeiras tem mais uma bandeira de luta: uma unidade do Parque Tecnológico Horizontes da Inovação.
A cidade sofreu alguns revezes em relação a essa questão, como por exemplo a um parque que seria implantado pelo IFPB e um outro pela UFCG. Nenhum vingou.
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