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José Ronildo

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Gastos públicos

20/12/2019 às 09h32

Coluna de José Ronildo

A não construção do HUSertão, em Cajazeiras, é um exemplo claro da decisão dos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro de não aumentar as despesas governamentais, nem mesmo investindo na ampliação de serviços hospitalares e setores como saúde e educação.

No governo Temer, o pensamento do Ministro Meireles era o mesmo, isto é, a gestão tinha que cortar gastos e evitar novas despesas. Mesmo assim, muitas emendas parlamentares foram liberadas e recursos orçamentários, atendendo pedidos de parlamentares, como foi o caso de Cajazeiras, quando o prefeito Zé Aldemir conseguiu a liberação de recursos para o Centro de Diagnóstico por Imagem, recapeamento asfáltico e 600 apartamentos, tudo intermediado pelo deputado federal, Agnaldo Ribeiro, que era líder do governo.

Agora, no governo de Bolsonaro, conseguir a liberação de recursos, não tem sido tarefa fácil, nem mesmo por parte dos deputados que estão votando favoráveis nas matérias do governo. O ministro da Fazenda, Paulo Guedes tem uma ideia fixa: conter os gastos públicos. Os dois governos também tinham como meta a reforma da previdência, objetivando diminuir os gastos com aposentadorias, pensões e auxilio doença.

O atual governo conseguiu. Lógico que não aprovou da forma como queria, mas ficou satisfeito com o resultado e as concessões feitas pelos parlamentares. Os dois últimos governos acusam Lula e Dilma de não terem tido essa preocupação.
A verdade é que se não fosse os governos de Lula e Dilma, Cajazeiras não tinha hoje um curso de Medicina, na UFCG, muito menos um hospital universitário, no caso, o HUJB, que foi federalizado.

Lula e Dilma procuraram dar resposta a diversos problemas que afligiam a população, como falta de médicos nos municípios do interior, criando o programa “Mais Médicos”, que possibilitou a vinda para o País de profissionais de Cuba e outros países, para fazer o atendimento básico.

Outra ação visando melhorar o atendimento hospitalar foi à criação do programa de reestruturação dos hospitais universitários, atolados em dívidas e totalmente sucateados. O governo petista também criou o Reuni, com o objetivo de expandir e interiorizar o ensino superior, com a criação de novos campi, ampliação de muitos existentes e criação de novos cursos superiores, inclusive, medicina, com o objetivo de melhorar a oferta desses profissionais para atender nas cidades interioranas.

O nosso campus que ficou décadas apenas com um prédio onde funcionava um Centro de Formação de Professores se transformou em um canteiro de obras, com a construção de laboratórios, novas salas de aula e residências universitárias. Os estudantes de baixa renda também tiveram a oportunidade de ingressar nas faculdades particulares, por meio do Prouni.

Na Educação, o governo petista ainda criou o Pronatec, voltado para o ensino técnico profissionalizante e o Mais Educação. Na saúde, programas importantes para desafogar os hospitais, foram criados, como as UPA, além do Samu, que passou a resgatar vítimas de acidentes de moto e de carro, tentativas de homicídios, ou casos de urgência nas próprias residências dos pacientes.

Outros programas importantes, também foram criados como os Caps e casas de acolhimento para dependentes químicos. É bem verdade que o País vinha gastando mais do que arrecadava e isso teria levado a presidente Dilma a fazer remanejamentos sem autorização legislativa, chamados de pedaladas fiscais, abrindo brecha para seu impeachment, por parte, inclusive de partidos “aliados”, movimento coordenado pelo seu vice-presidente.

Infelizmente, os governos que vieram depois resolveram paralisar o País, sob o pretexto de conter os gastos públicos, a começar por uma medida do presidente Temer que congelou por vinte anos os gastos públicos.

Além de criar cursos de medicina e reestruturar os hospitais universitários, o pensamento do governo petista era construir mais seis hospitais universitários, para dar suporte aos cursos de medicina, mas Michel Temer retirou os recursos e as universidades tiveram que correr atrás dos deputados e senadores em busca de emendas de bancada.

Agora, o governo simplesmente diz que não vai construir esses hospitais, entre eles, o HUSertão. O governo federal tem dito o seguinte: vamos ficar no que está; não podemos criar novos serviços. É bem verdade que nesse momento a prioridade deve ser melhorar o funcionamento da saúde que tem deixado muito a desejar, principalmente o atendimento de urgência e emergência. Agora mesmo, o Rio de Janeiro passa por uma profunda crise na área da saúde, mas o País também não pode parar.

Falta d’água
Ninguém está entendendo a falta d’água que vem afetando todos os bairros da cidade, já que água nós temos em Engenheiro Avidos e Lagoa do Arroz. Por falar em Cagepa é lamentável a nossa rede de distribuição. Mais parece uma tábua de pirulito. Todo dia surgem novos vazamentos que danificam o asfalto. A tubulação ainda é de amianto, tem mais de quarenta anos e está toda podre. Uma vergonha.

Açude Grande
Emenda de R$ 1,2 milhão apresentada pelo deputado Júnior Araújo ao Orçamento do Estado, aprovada na terça-feira, na Assembleia Legislativa vai garantir a construção do Parque Linear do Açude Grande em Cajazeiras. A obra vai oferecer áreas de convivência e lazer, resgatando um espaço histórico degradado ao longo dos mais de cem anos do Açude Grande.

José Ronildo

José Ronildo

Redator do Jornal Gazeta, Radialista e apresentador do Microfone Aberto da Rádio Alto Piranhas

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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Redator do Jornal Gazeta, Radialista e apresentador do Microfone Aberto da Rádio Alto Piranhas

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