O saudosismo e a liberdade adulterada

Por Francisco Inacio Pita – “O grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância”, provérbio chinês. As nossas lembranças surgem sempre que meditamos, ouvimos uma música do passado ou algo semelhante; a nossa mente é uma caixa de memória onde ficam armazenadas todas as gravações dos momentos que vivemos. Esta recordação traz as informações dos momentos alegres e tristes, momentos que gostamos de lembrar e outros momentos tristes que, se pudéssemos, apagaríamos para sempre da nossa mente.
Por falar em lembranças, quero me lembrar de alguns momentos que vivi na infância, períodos estes que não foram diferentes dos jovens de hoje até certo ponto, mas numa época recente em que prevalece uma grande mudança, desde o comportamento e o respeito em diversos setores, o uso atualmente de diversos meios de comunicações, não existentes nos delinear das décadas de 80 e 90. Uma das coisas que mais lembro foi a temporada de sala de aula nas escolas e na universidade, em que a prevalência do regime militar nos proporcionava reações de medo, mas a grande maioria dos jovens procurava de forma sigilosa encontrar uma maneira para se libertar da cadeia branca, em que se vivia solta apenas a matéria humana, mas sem a liberdade de se expressar livremente. A quebra do regime militar e a implantação das eleições diretas para todos os cargos legislativos e executivos no Brasil proporcionaram um grande passo de vitória para a juventude dos anos 90. Hoje, no delinear do século XX, poucos jovens sabem a história de revolta que passaram os jovens e cidadãos daquele tempo, que não tinham o direito à liberdade; tudo era muito comprometido. Tinha poucos meios de comunicação e não existia internet. A comunicação era apenas as emissoras de rádio AM, e no período de 1964 até 1985, toda programação dessas emissoras era supervisionada pelo governo. Ninguém tinha liberdade de se expressar de forma livre e independente nesses veículos de comunicação.
Hoje a liberdade é muito grande, mas é aproveitada por algumas pessoas que aproveitam para faturar de forma até desonesta, se apropriam da facilidade que têm nas redes sociais e prejudicam a liberdade das outras pessoas de forma cruel. De um lado, os meios de comunicação liberados para falar, até do próprio governo, desde que você assume o que falar; de outro lado, uma boa parte dos meios de comunicação comprometida com os meios governamentais e nega espaços aos cidadãos que querem cobrar dos governantes, afinal, onde temos liberdade?
“O grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância”, provérbio chinês. As nossas lembranças surgem sempre que meditamos, ouvimos uma música do passado ou algo semelhante; a nossa mente é uma caixa de memória onde ficam armazenadas todas as gravações dos momentos que vivemos. Esta recordação traz as informações dos momentos alegres e tristes, momentos que gostamos de lembrar e outros momentos tristes que, se pudéssemos, apagaríamos para sempre da nossa mente.
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Por falar em lembranças, quero me lembrar de alguns momentos que vivi na infância, períodos estes que não foram diferentes dos jovens de hoje até certo ponto, mas numa época recente em que prevalece uma grande mudança, desde o comportamento e o respeito em diversos setores, o uso atualmente de diversos meios de comunicações, não existentes nos delinear das décadas de 80 e 90. Uma das coisas que mais lembro foi a temporada de sala de aula nas escolas e na universidade, em que a prevalência do regime militar nos proporcionava reações de medo, mas a grande maioria dos jovens procurava de forma sigilosa encontrar uma maneira para se libertar da cadeia branca, em que se vivia solta apenas a matéria humana, mas sem a liberdade de se expressar livremente. A quebra do regime militar e a implantação das eleições diretas para todos os cargos legislativos e executivos no Brasil proporcionaram um grande passo de vitória para a juventude dos anos 90. Hoje, no delinear do século XX, poucos jovens sabem a história de revolta que passaram os jovens e cidadãos daquele tempo, que não tinham o direito à liberdade; tudo era muito comprometido. Tenha poucos meios de comunicação e não existia internet. A comunicação era apenas as emissoras de rádio AM, e no período de 1964 até 1985, toda programação dessas emissoras era supervisionada pelo governo. Ninguém tinha liberdade de se expressar de forma livre e independente nesses veículos de comunicação.
Hoje a liberdade é muito grande, mas é aproveitada por algumas pessoas que aproveitam para faturar de forma até desonesta, se apropriam da facilidade que têm nas redes sociais e prejudicam a liberdade das outras pessoas de forma cruel. De um lado, os meios de comunicação liberados para falar, até do próprio governo, desde que você assuma o que falar; de outro lado, uma boa parte dos meios de comunicação comprometida com os meios governamentais e nega espaços aos cidadãos que querem cobrar dos governantes, afinal, onde temos liberdade?
A tecnologia mudou muito a vida do cidadão: o caixa eletrônico, em que o próprio cidadão retira o seu dinheiro com o seu cartão; pagamento por meio do Pix; os meios de comunicação, como celular, a internet se tornando um grande meio de comunicação. Os Correios e Telégrafos na sua originalidade já não existem mais; esta empresa teve que se modificar muito para não sair de circulação. Hoje existem várias empresas que levam e trazem encomendas, compradas em sites via internet. As reformas nas emissoras de rádio e televisão, que há 40 anos tocavam os discos de vinil, hoje são todas informatizadas; nem o próprio CD é usado diariamente; as músicas já estão liberadas para serem baixadas na internet. Será que estas tecnologias estão mesmo ajudando a população? Há falhas na internet, fraudes e mais fraudes, principalmente nos bancos; o amigo de alheio clona as senhas e tem acesso às suas contas. Parece brincadeira, mas vez por outra isso vem acontecendo, e até aqui em nossa região, onde as novas tecnologias estão sendo implantadas no início deste século.
Mudando de lembranças, há 40 anos, a praça de quase todas as cidades era ornamentada com muitas flores; observa a presença de bicicletas para alugar ou locar, usando assim uma linguagem mais recente. O jovem alugava uma bicicleta por alguns minutos para passear em volta da praça, mostrando a sua alegria para a adolescente de quem ele gosta; sentia-se um rei naquela hora. Neste tempo o amor prevalecia e a paquera acentuava-se entre momentos de muitas emoções. Os serviços de alto-falantes ofereciam músicas de jovens para jovens, em que apenas as características como a roupa e suas cores eram apresentadas por um locutor que falava com a voz grossa e lenta. Hoje tudo mudou, aluga-se moto, os adolescentes não namoram mais, apenas ficam, o compromisso com o casamento é aleatório, e assim se vai uma forma de liberdade, na minha forma de entender, bastante adulterada.
O mundo das drogas está bem próximo em todas as cidades e o alto grau de discórdia aparece do nada para transformar em uma grande destruição. Será que estas mudanças estão favorecendo ou, de forma conjunta, deveriam ficar como eram antes? A falta de amor ao próximo é mais acentuada a cada momento em nosso meio. De um lado, conheci aqui em São José de Piranhas uma igreja católica e duas igrejas evangélicas. Hoje nota-se um número acentuado de católicos presentes na igreja por meio das pastorais, principalmente a presença de homens, e a criação de mais de quinze sedes de igrejas evangélicas. Será que o povo aumentou a sua fé em Deus? Será? Ou tem algum interesse até financeiro por trás de tudo isso? Tire você mesmo a sua conclusão.
Mote: vejo que o mundo mudou
para o mal e para o bem.
São mudanças acentuadas
vistas em todos setores
muitos perdendo os valores
em suas vastas caminhadas
não são bem apresentadas
boa obra quase não tem
a gestão vai pra o além
da ação que Deus criou
vejo que o mundo mudou
para o mal e para o bem.
Tem tanta adulteração
na vida da nossa gente
tem mal e boa semente
nessa nossa plantação
tem ruim e boa ação
na linha do vai e vem
se ver maldade também
onde a gente caminhou
vejo que o mundo mudou
para o mal e para o bem.
O respeito pouco existe
esqueceram o bom passado
não vemos o bom resultado
no seguir da nossa gente
vem rápido e de repente
mudanças que não convém
talvez pra ajudar alguém
que só a gestão agradou
vejo que o mundo mudou
para o mal e para o bem.
O tempo logo transforma
na forma sequencial
trazendo o bom sinal
e até muda de forma
em uma linha conforta
em outro vai ao além
talvez seja o porém
que pouca gente notou
vejo que o mundo mudou
para o mal e para o bem.
Finalizo mais um trabalho
na minha boa trajetória
Deus me deu essa vitória
projeto e bom agasalho
com a calma do orvalho
e a cultura no armazém
com Jesus lá de Belém
que sempre me ajudou
vejo que o mundo mudou
para o mal e para o bem.
Muito obrigado a todos e até ao nosso próximo encontro.
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