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Edivan Rodrigues

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Tiririca, laranjas e alegria do PT

28/09/2010 às 11h52

Se Jeová Campos fosse candidato em São Paulo não precisaria bater pernas de Cachoeira dos Índios a Pitimbú, caçando votos para liquidar Luiz Couto, o mais atuante deputado federal da Paraíba. Luiz Couto luta contra as drogas, o crime organizado. Empresta efetivo apoio à interiorização do ensino superior, que muito beneficia Cajazeiras e o sertão, um programas nota dez do presidente Lula.

Em São Paulo, Jeová garantiria o mandato com o furacão Tiririca e seus estimados 800 mil votos para deputado federal. Isso mesmo, 800 mil! Filiado ao Partido da República (PR), Tiririca tem (que coincidência!) o mesmo número de Wellington Roberto: 2222, que é apoiado pelo vereador do PT, Marcos do Riacho do Meio, junto com Marcos Barros, o escudeiro de WR em Cajazeiras. Na Paraíba e em São Paulo (outra coincidência!) o PT se coligou ao PR na disputa para a Câmara Federal. Assim, a votação extraordinária de Tiririca vai ajudar o PT a eleger a maior bancada de deputados federais.

O cearense Francisco Everardo Oliveira e Silva, Tiririca, cresceu na vida como humorista, hoje famoso. O PR botou olho grande no seu potencial de votos e lhe deu privilegiado espaço no guia eleitoral. Pronto, a imagem do palhaço, uma piada aqui outra ali, e seu bordão, “Pior do que tá não fica, vote em Tiririca”, ganhou o mundo virtual no Brasil inteiro. Até já gravou mensagens para muitos candidatos em outros estados. Tiririca virou celebridade política, embora não saiba o que vai fazer no Congresso Nacional. Aliás, São Paulo adora essas excentricidades. Clodovil Hernandes (que Deus o guarde), mestre da alta costura, sem saber, também, o que faria em Brasília, obteve com seus trejeitos na tevê quase 500 mil votos em 2006!

Sem nenhuma malícia, Tiririca disse a uma revista semanal que não possui bens porque o seu patrimônio foi registrado em nome de terceiros. Por quê? Para escapar de ex-mulher e de questões trabalhistas na Justiça do Ceará. Portanto, usou “laranjas” para esconder-se. E ele está só? Que nada! Os “laranjas” são como a praga do bicudo… Tiririca, pelo menos, pode provar que construiu seu pequeno patrimônio, dando duro no circo. E os outros? Bem, os outros, os outros… Deixa pra lá, que isso é tarefa do Ministério Público. E do eleitor.

O promotor Maurício Ribeiro Lopes denunciou Tiririca à Justiça Eleitoral pela pratica do crime de falsidade ideológica. Espantado, ele afirmou: “O candidato declara com a maior cara de pau que tem bens que não estão em seu nome”. Se Tiririca for condenado, ele perderá o mandato. Advogado experiente nessas lides jurídicas, porém, me assegura que a omissão de bens não configura crime eleitoral passível de cassação. Mas, isso é coisa para o futuro. Agora, interessam os milhares de votos que elegerão deputados do PR, PT e PC do B, à custa das piadas de Tiririca. E longe da agonia do padre-deputado Luiz Couto, nas garras de Jeová.
 

Edivan Rodrigues

Edivan Rodrigues

Juiz de Direito, Licenciado em Filosofia, Professor de Direito Eleitoral da FACISA, Secretário da Associação dos Magistrados da Paraíba – AMPB

Contato: edvanparis@uol.com.br

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Edivan Rodrigues

Edivan Rodrigues

Juiz de Direito, Licenciado em Filosofia, Professor de Direito Eleitoral da FACISA, Secretário da Associação dos Magistrados da Paraíba – AMPB

Contato: edvanparis@uol.com.br

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