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Dez mortes que podem ter relação com dengue são investigadas na PB

Além delas, uma morte já foi confirmada e outra descartada, diz SES. Além disso, até 18 de março os casos suspeitos aumentaram mais de 500%.

Por Luzia de Sousa

21/03/2016 às 15h54

O mosquito causador da doença se reproduz em água limpa e suja.

Doze mortes com suspeitas por dengue foram notificadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) da Paraíba no período de 1º de janeiro a 18 de março deste ano, de acordo com o boletim divulgado nesta segunda-feira (21) pela SES. Entre as mortes com suspeita de dengue, uma foi confirmada, uma descartada e dez seguem em investigação.

Além disso, segundo o mesmo boletim, no mesmo período foram notificados 14.593 casos suspeitos de dengue. O número representa um crescimento de 507,78% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram registrados 2.401 casos suspeitos.

No mesmo período foram notificados 396 casos suspeitos de chikungunya. Foram notificados também três óbitos suspeitos da doença nos municípios de Monteiro (1), São José do Umbuzeiro (1) e Santa Clara (1). Todos os óbitos seguem em investigação.

A Paraíba conta atualmente com três Unidades Sentinelas do Zika Vírus, implantadas em Bayeux, Campina Grande e Monteiro. No período deste boletim, foram notificados 527 casos suspeitos.

Situação Laboratorial
Em 2016 foram analisadas pelo Lacen-PB 1.281 amostras sorológicas para dengue, destas, 207 foram reagentes, 1.018 não reagentes e 56 indeterminadas. Para os casos suspeitos por dengue, a Secretaria de Estado da Saúde pede que os municípios coletem amostras de pelo menos 10% dos casos, sendo NS1 do 1º ao 3º dia de sintomas e sorologia do 7º ao 28º dia. A SES ressalta que todas as amostras devem ser acondicionadas adequadamente para garantir a qualidade do material biológico.

Para todos os casos com sinais de alarme, graves e óbitos suspeitos de dengue, a SES recomenda a coleta oportuna e envio imediato ao Lacen-PB.

Quanto ao zika vírus, em 2015 foi detectada a doença aguda por este vírus nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Olivedos e Cajazeiras. Já em 2016, exames laboratoriais comprovaram a circulação da doença nos municípios de Caldas Brandão, Pilões, Itabaiana e Campina Grande.

Sobre a chikungunya, ano passado houve a confirmação laboratorial em Monteiro. Já este ano existem exames comprovando a circulação da doença em 26 municípios. São eles: Bayeux, Cajazeiras, Campina Grande, Capim, Conde, Coremas, Itabaiana, João Pessoa, Juru, Malta, Mogeiro, Monteiro, Patos, Pilar, Princesa Isabel, Riacho de Santo Antônio, Santa Cecília, Santa Luzia, Santana dos Garrotes, São Bento, São João do Tigre, São José de Espinharas, São Sebastião do Umbuzeiro, Sapé, Soledade e Teixeira.
Em 2016 foram encaminhadas ao Lacen-PB 430 amostras sorológicas para chikungunya, sendo 67 reagentes, 356 não reagentes, uma inconclusiva e seis indeterminadas.

Mudança na Portaria de Notificação Compulsória
Na Portaria GM Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016 ficou definido que todo óbito suspeito de chikungunya deve ser informado imediatamente à SES. Permanece a orientação de que todo caso suspeito deve ser notificado.

Além disso, desde o dia 17 de fevereiro ficou instituída também a notificação obrigatória para todos os casos suspeitos de zika vírus. A notificação deve ser registrada no Sinan Net. Nos casos suspeitos de zika vírus em gestante e óbitos suspeitos da doença, as Secretarias Municipais de Saúde devem comunicar em até 24 horas à SES, através do Cievs (98828 2522) e Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas (3218-7493).

A SES destaca que a notificação para os três agravos (dengue, chikungunya e zika vírus) deve ocorrer de acordo com a clínica mais compatível e definição de caso, conforme Ministério da Saúde.

G1PB

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