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VÍDEO: Professor de filosofia indiana explica porque algumas pessoas são tão felizes e outras infelizes

Guilherme Romano aponta o "não aprender olhar para o lado certo" como a primeira causa para a existência de pessoas felizes e infelizes

Por Priscila Tavares

14/05/2023 às 12h33

No quadro Despertar Espiritual, Guilherme Romano,  professor de filosofia indiana, explicou qual a razão de existir tantas pessoas infelizes e outras tão felizes.

“Eu acho que a razão fundamental da infelicidade no mundo chama-se ignorância, avidyā. Essa ignorância não significa são saber, não é a ignorância formal de não ir à escola, não ir para a faculdade, é a confusão mental que a gente tem, por exemplo, com a ideia de separatividade. É essa confusão mental que vai fazer com que eu pense que o outro, ou é, objeto dos meus desejos ou meu adversário; faz com que eu pense que eu seja separado da natureza, do que é bom, justo, belo e verdadeiro”, disse.

Guilherme aponta o “não aprender olhar para o lado certo” como a primeira causa para a existência de pessoas felizes e infelizes. Segundo ele a sociedade vive muito voltada para as redes sociais em um mundo de aparências frágeis.

“A gente vive para se comparar e para competir, e se olhar com muita atenção essas pessoas que expõe suas vidas tão cheias de conquistas e glórias, nessa vitrine da internet há muito mais de mentira, há muito mais de uma superfície, de um teatro do que uma vida abundantemente feliz”, afirmou o professor.

Durante a entrevista, Guilherme disse que o seu discurso não quer dizer que dinheiro não traz felicidade. Ele explica que pesquisas neurocientíficas apontam que, sim, dinheiro traz uma satisfação até neurológica.

“Ter a sensação de que eu tenho dinheiro para prover minha comida, meu abrigo, meu conforto, meu lazer, pagar minhas contas, isso traz felicidade. Mas o excesso de dinheiro, por exemplo, não é sinônimo de felicidade”, ressaltou.

Guilherme Romano, professor de filosofia indiana (Foto: Divulgação)

Para ser uma pessoa plenamente feliz o professor falou que o primeiro passo dever ser ressignificar à ‘felicidade’. “Feliz é uma pessoa que consegue em um estado de equilíbrio compartilhar o que há de melhor nela para aqueles que estão à sua volta. Feliz para mim é uma pessoa que consegue ser ela mesma, ser autêntica e verdadeira em todas as situações”, afirmou Guilherme.

Ele reforça que a causa fundamental do sofrimento é a ignorância que pode atingir qualquer um e, segundo o filósofo, para lidar com ela é preciso olhar para dentro através de meditação e ferramentas de autoconhecimento. Em relação as crenças, Guilherme explicou que o deus nas tradições indianas é um ser integrado à todas as coisas.

“Dentro das tradições do yoga a gente vai investigando a consciência até perceber que, esse deus para quem eu oro, esse deus para quem eu busco ele é todas as coisas, ele manifesta todas as coisas, ele entremeia todas as coisas e não dá para acreditar em um deus que seja verdade, bondade e beleza se ele for um deus de punição”, disse.

“Dentro do contexto das tradições indianas é você o centro do processo. O eu que se separa das pessoas; o grande pecado dentro do contexto das tradições indianas é esse, o da separatividade, de eu achar que sou melhor, que sou separado, que sou distante do outro”, completou.

O filósofo destacou que o sofrimento é potencializado quando o olhar é direcionado para fora, aumentando o egoísmo do ser.

“Quanto mais para dentro você olhar, mais altruísta você se torna, quanto mais para fora você olhar mais egoísta você se torna e mais sofrimento você tem”, ressaltou Guilherme.

DIÁRIO DO SERTÃO

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