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Vendedores ambulantes são violentados por guardas de Ricardo Coutinho

Não é de hoje que a suposta truculência dos agentes da SEDURB (chamados “bombados” da Prefeitura Municipal de João Pessoa) é destaque nos veículos de comunicação da Paraíba. Cenas de violência contra vendedores ambulantes são recorrentes e revelam um contra-senso: a força que Ricardo Coutinho usava em defesa dos trabalhadores informais em seus tempos de […]

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23/10/2009 às 00h43

Não é de hoje que a suposta truculência dos agentes da SEDURB (chamados “bombados” da Prefeitura Municipal de João Pessoa) é destaque nos veículos de comunicação da Paraíba. Cenas de violência contra vendedores ambulantes são recorrentes e revelam um contra-senso: a força que Ricardo Coutinho usava em defesa dos trabalhadores informais em seus tempos de Câmara e Assembleia hoje é supostamente usada contra estes mesmos trabalhadores em sua gestão como prefeito da Capital.

No último domingo (18), mais um destes casos ganhou destaque e revelou mais uma vez a falta de preparo e a maneira desumana com que os agentes tratam os vendedores ambulantes que trabalham nas ruas da cidade. Francianny Sampaio da Fonseca, de 34, afirma ter sido supostamente agredida por cinco agentes da prefeitura, que tentaram levar a força o carrinho da vendedora, que trabalhava vendendo refrigerante e cerveja na praia de Tambaú.

Relato

Francianny se emocionou ao relatar as cenas de agressão que sofreu enquanto trabalhava no domingo e revelou que esta não foi a primeira vez que ela e outros colegas de trabalho sofreram este tipo de agressão. “Não é de agora que eles nos perseguem e nos agridem, não… mas muita gente fica calada porque tem medo… só que eu não vou mais ficar calada… eles precisam entender que nós somos ‘gente’, pais e mães de família”, desabafou.

Francianny mostrou os ferimentos e durante a entrevista e reclamou de fortes dores no braço direito. Ela disse que no momento da agressão, não sentiu dores e só percebeu que estava sangrando quando banhistas que presenciaram a cena a alertaram. “Eu não sentia nada… fiquei cega na hora… só queria saber de segurar meu carrinho, porque eles tentavam levar ele na Kombi da Prefeitura e eu ia perder tudo”, relatou a vendedora, com lágrimas nos olhos.

A ambulante, que é viúva e trabalha para sustentar duas filhas, desabou ao dizer que não sabe como vai fazer para trabalhar nos próximos dias. “Eu mal tô conseguindo levantar meu braço… é muita dor… mas eu não posso deixar de trabalhar, eu tenho duas filhas para criar… tenho que dar um jeito”, revelou Francianny, que mora ainda com sua mãe, que sofre seqüelas de um AVC, e com seu padrastro, que é funcionário da Prefeitura de João Pessoa e preferiu não dar entrevista.

O laudo da perícia médica realizado em Francianny na manhã da última segunda-feira (19) deverá ser divulgado em aproximadamente 15 dias.

Do Click PB

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