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Policia fecha cidades e averigua denúncia de tráfico de armas do Paraguai no sertão

Policiais civis da 8ª Delegacia Regional de Catolé do Rocha e do Grupo de Operações Especiais (GOE) realizam desde as primeiras horas da manhã deste sábado (15) nas cidades de São Bento, Belém do Brejo do Cruz, Brejo do Cruz, Paulista, Pombal e Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba, a Operação denominada “Operação Arapuca". […]

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15/08/2009 às 13h44

Policiais civis da 8ª Delegacia Regional de Catolé do Rocha e do Grupo de Operações Especiais (GOE) realizam desde as primeiras horas da manhã deste sábado (15) nas cidades de São Bento, Belém do Brejo do Cruz, Brejo do Cruz, Paulista, Pombal e Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba, a Operação denominada “Operação Arapuca". Uma das ações da operação é averiguar uma informação que um grupo estaria traficando armas do Paraguai para o Sertão paraibano. 

A operação visa ainda coibir assaltos a veículos, identificar e prender autores de homicídios e roubos, sobretudo, identificar, desarticular e retirar de circulação criminosos acusados de promoverem a nova modalidade de delito no Sertão que é o sequestro de motos. 

Os homens do Grupo de Operações Especiais (GOE), sob a coordenação dos delegados Wallber Virgolino e Pedro Viana, estão também averiguando o informe acerca da instalação de uma facção criminosa suspeita de traficar armamento pesado do Paraguai e de dar aulas de guerrilha a criminosos locais a fim de fortalecer o Crime Organizado (tráfico de droga) em todo o Sertão Paraibano, sobretudo, nas cidades de Patos, Pombal, Sousa, Cajazeiras, Catolé do Rocha e São Bento. 

De acordo com a informação obtida pelo GOE, a facção possui ramificações em todo o sertão nordestino, especialmente, nos Estados do Pernambuco/PB (polígono da maconha) e Rio Grande do Norte/RN (quadrilátero dos assaltos a banco), com suspeita de financiar roubos a banco, homicídios, roubos de carga e veículos, inclusive com o envolvimento e participação de policiais dos Estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte. 

A operação iniciada por volta das 5h deste sábado não tem data para acabar e envolve todo o perímetro urbano e zona rural dos já citados municípios, cujo objetivo precípuo é vasculhar e remexer todo o sertão paraibano no sentido de desarticular e inibir a ação da citada facção criminosa (todas as cidades que formam o entorno de Catolé do Rocha serão fechadas daí o nome ARAPUCA, onde é só permitida a entrada, mas ninguém sai sem ser revistado), não ficando descartada prisões e apreensões de veículos roubados, drogas e armas de fogo, no entanto, o resultado da operação só será divulgado ao final da ação policial programada para quarta-feira da próxima semana. 

A “Operação Arapuca”, conta com 20 (vinte) homens e 04 (quatro viaturas do Grupo Operações Especiais da Polícia Civil (GOE) e de 30 (trinta) integrantes da 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil, sediada em Catolé do Rocha, totalizando quase 50 (cinqüenta) homens e cerca de 15 (quinze) viaturas.

“Estamos com uma fiscalização intensa na região e já apreendemos alguns veículos para averiguação e os condutores conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos”,disse Virgolino. 

A 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil, sediada em Patos, também integra a operação. Policiais da 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil (chefiada pelo Delegado Regional de Patos o Dr. Manoel Luiz da Silva), sediada em Patos/PB em parceria com a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas e Veículos da Capital/PB (comandada pelo Delegado Jean Francisco Bezerra Nunes), estouraram uma fazenda na região da cidade de Piancó/PB, onde descobriram um galpão que estava sendo utilizado para homiziar cargas roubadas. No galpão a Polícia Civil recuperou 02 (duas) cargas roubadas no Estado do Ceará/CE e trazidas para Paraíba. Às duas cargas, uma era de eletrodomésticos e a outra de sandálias havaianas tipo exportação que estavam sendo separadas para venda. 

Na etapa Operação Arapuca – Conexão Patos, além da apreensão da carga roubada, o dono da fazenda foi preso e alguns funcionários detidos para esclarecimentos (identidades dos presos não reveladas para não prejudicar a continuidade da operação). Policiais do Grupo de Operações Especiais – GOE e da Inteligência da Polícia Civil – Gintel, estão se deslocando a cidade de Patos a fim de ajudar nas investigações, pois novas prisões poderão ocorrer. 

Fonte: WSCOM

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