VÍDEO: Advogado critica atuação de Dias Toffoli no caso Banco Master: “vida pública exige vergonha na cara”
Críticas contra o ministro concentram-se em sua atuação como relator de decisões ligadas ao caso no Supremo, especialmente pela centralização do processo e pelo sigilo imposto
Na Coluna Direto ao Ponto desta semana, o advogado e colunista Renato Abrantes faz duras reflexões sobre autoridade, responsabilidade moral e ética institucional no Supremo Tribunal Federal (STF). A fala do jurista refere-se a episódios recentes envolvendo o ministro Dias Toffoli, como suspeitas de participação no caos Banco Master.
“Sua conduta abriu um debate que já não pode ser empurrado para debaixo do tapete: até onde vai a autoridade de um ministro e onde começa a sua responsabilidade moral?”, questionou Abrantes.
Código de ética para ministros – Renato Abrantes falou sobre a posição do ministro Edson Fachin, que defende a criação de um código de ética e conduta específico para os ministros do Supremo. A proposta, embora relevante, é tratada com ironia crítica pelo articulista.
“Ora, o Brasil já conta — nós já dispomos de um código para juízes de primeira e segunda instância. Mas, ironicamente, aqueles que mais deveriam conhecer e cultivar a moralidade institucional são justamente os que mais precisam de um código.”
Para o colunista, a simples existência de um manual não resolve o problema de fundo: “A existência de um manual ético, por si só, já revela a insuficiência da cultura moral interna.”
“Autoridade não é apenas o exercício do poder; é também a posse de legitimidade moral para exercê-lo”, acrescentou.
Ele afirma que um ministro da Suprema Corte carrega “nas costas a Constituição, a República e a confiança social”: “Quando essa confiança se estraga, a toga se torna apenas um adereço, uma fantasia.”
“O Brasil crescerá quando, enfim, entender que a vida pública exige não apenas competência e legalidade, mas, sobretudo, vergonha na cara”, finalizou.
Caso Banco Master – O ministro Dias Toffoli não é acusado de envolvimento no rombo do Banco Master. As críticas concentram-se em sua atuação como relator de decisões ligadas ao caso no Supremo, especialmente pela centralização do processo e pelo sigilo imposto, o que levantou questionamentos públicos sobre imparcialidade, transparência e responsabilidade institucional.
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