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Em plenário, Raimundo Lira diz que setor produtivo defende Bolsa Família porque move a economia do Brasil

O Senador lembrou que o consumo move a atividade econômica de qualquer país.

Por Luzia de Sousa

01/04/2016 às 14h38

Senador da Paraíba, Raimundo Lira (PMDB)

Ao utilizar o microfone de aparte na noite desta quinta-feira (31), no Senado Federal, o Senador Raimundo Lira (PMDB-PB) disse que o programa Bolsa Família, do Governo Federal, é defendido pela classe produtiva do Brasil porque ele move a economia, nas pequenas e grandes cidades, através do pequeno e do grande empresário. Foi durante aparte a um discurso da Senadora Ana Amélia (PP-RS), que elogiou a postura de Lira.

O Senador lembrou que o consumo move a atividade econômica de qualquer país. Por isso, quanto mais renda, mais consumidores para aquecer a economia. “Imagine uma fábrica sem consumidor: ela não funciona, ela fecha. O sonho do setor empresarial como um todo, seja grande, médio ou pequeno, é que exista no pais o maior número de consumidores possível. O que o setor produtivo quer é que as pessoas tenham renda”.

Para Lira, só há um sistema financeiro sólido em um país com um sistema econômico sólido. “Ninguém mais deseja que exista o Bolsa Família, uma maior distribuição de renda no país, que os funcionários públicos ganhem bem, do que o setor produtivo”. Ele lembrou que essa cadeia econômica começa nas pequenas cidades, onde o consumidor que recebe o Bolsa Família adquire renda para consumir produtos e incentivar a economia, até chegar ao setor industrial.

“Os consumidores que recebem Bolsa Família, aposentadoria rural ou pela Previdência Social, de qualquer tipo, tem renda para comprar nos mercadinhos da cidade, para que os produtores rurais daquele pequeno município possam fornecer seus produtos, porque sabem que serão vendidos. Os pequenos supermercados daquela pequena cidade vão para as cidades maiores comprar mercadorias nos chamados atacadões, para suprir seus pequenos negócios, e aí os atacadões vão comprar seus produtos nos fabricantes. Então, é uma cadeia totalmente interligada, na qual um depende do outro. O maior empresário do país depende do menor consumidor do pais”, argumentou Raimundo Lira.

Vida Econômica – Lira lembrou que o consumo dá vida econômica ao país. “Eu não acredito que exista, neste país, no nosso querido Brasil, uma só pessoa que tenha um mercadinho, um salão de beleza, um taxi, uma grande empresa, que não queira a manutenção, a permanência e a defesa do Bolsa Família, que não queira que os funcionários públicos tenham boas remunerações. Isso é o que dá vida à economia”.

Ele entende que se o setor produtivo do Brasil for conta a renda das pessoas, estará sendo contra o seu próprio negócio. “Seria uma atitude desinteligente e ninguém pensa dessa forma porque ninguém é contra o seu próprio negócio”, disse.

Assessoria de Imprensa

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