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VÍDEO: Após acionarem MPF, pescadores procuram a TV para denunciar presidenta de colônia em Cajazeiras

Pescadores do distrito de Boqueirão foram à TV Diário do Sertão pra denunciar supostos desmandos e irregularidades da presidenta da Colônia de Pescadores Z-16

Por Jocivan Pinheiro

30/07/2019 às 15h38 • atualizado em 30/07/2019 às 15h44

Três pescadores que residem no entorno do açude Engenheiro Avidos, no distrito de Boqueirão, em Cajazeiras, procuraram a TV Diário do Sertão para denunciar supostos desmandos e irregularidades que teriam sido cometidos pela presidenta da Colônia de Pescadores Z-16, Maria Luiza Belarmino da Silva.

De acordo com Valter Souza, ex-secretário da Colônia, a gestão da presidenta não divulga prestação de contas, não executa projetos de forma legal, persegue pescadores que recorrem à Justiça em busca de seus direitos, atrasa inscrições no Seguro Defeso e promete aposentadoria que não será possível.

Além disso, eles afirmam que a má administração do dinheiro da Colônia já resultou em cortes de energia, água, atraso do IPVA, entre outros problemas. Os pescadores já acionaram o Ministério Público Federal em Sousa e o Ministério Público em Cajazeiras contra a gestão de Maria Luiza.

“Ela sempre se negou a fazer prestação de contas. Depois da denúncia, ela apareceu com uma ata falando que teve prestação de contas, mas nem a própria tesoureira, que é responsável pela contabilidade, sabe dessa prestação de contas”, disse Valter.

VEJA TAMBÉM: Crise econômica atinge Semana Santa e pescadores reclamam de pouca venda de peixes em Cajazeiras

Os pescadores Francisco Soares, Valter Souza e Francisco Vieira

O ex-secretário afirma que a presidenta só validou o novo estatuto da Colônia (registrado em 2009) após os pescadores acioná-la na Justiça. Ainda segundo Valter Souza, a presidenta filia pescadores com idade entre 45 e 50 anos prometendo rápida aposentadoria, o que explicaria o aumento do número de filiados.

“São documentações muito comprometedoras [que estão no MPF e MP] e erros grotescos. Praticamente a falsificação ideológica vai ser constatada. Para ter direito ao Seguro Defeso você tem que ter o RGP, que é o Registro Geral da Pesca. Mas tem apenas o protocolo. Com esse protocolo foram requeridos os Seguros Defeso, mas nós sabemos que tem que estar legalmente regularizado no Ministério da Peca”, completa Valter.

Açude Engenheiro Avidos, no distrito de Boqueirão

O pescador Francisco Soares conta que foi ameaçado e excluído da Colônia pela presidenta porque reclamou do atraso da sua inscrição no Seguro Defeso, o que acabou deixando ele sem receber o benefício.

“Eu exigi prestação de contas a ela. Por causa disso ela me tirou da Colônia. Ela disse: ‘Você não pertence mais a essa Colônia porque você bateu de frente comigo. Quem bater de frente comigo eu tiro da Colônia. Ela me tirou, não falou para onde eu ia, só pegou meus documentos e jogou em cima da mesa”.

Os pescadores estão preocupados com a liberação do Seguro Defeso. Seu Francisco Vieira, do sítio Timbaúba, disse que há quatro anos não recebe o benefício.

“A gente fica entrando em ação para ver se esse dinheiro dá certo, mas não dá. Tem quatro anos que não recebo esse seguro. Em 2017 não recebi por causa dela, que deu entrada fora do prazo”.

A TV Diário do Sertão tentou entrar em contato com a presidenta da Colônia de Pescadores Z-16, mas as ligações não foram atendidas.

Redação DIÁRIO DO SERTÃO

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