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No Sertão: Mãe de 24 anos acusa hospital por filha de nove meses ter nascido morta

A jovem Viviane da Silva, de 25 anos, denunciou nesta quarta-feira (28), o hospital de Itaporanga, no Sertão do Estado por negligência médica.

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28/01/2015 às 18h26

A jovem Roseane Galdino da Silva, de 24 anos, denunciou nesta quarta-feira (28), o hospital de Itaporanga, no Sertão do Estado por negligência médica.

A mulher grávida de 9 meses, relatou que procurou o hospital nessa segunda-feira (26), para ganhar bebê, mas foi orientada a retornar para casa e no dia seguinte, quando sentia muitas dores retornou a casa de saúde, porém, a criança estava morta.

Familiares de Roseane informaram que ela passou por uma cirurgia após muito sofrimento, mas não foi possível salvar a vida da menina que esperava ganhar.

De acordo com a família, Roseane seria mãe pela quarta vez e já estava com cirurgia cesariana agendada para a segunda-feira (26), que acabou não se realizando, pois a jovem teria chegado a unidade de saúde após o horário previsto.

“O ideal é que ela tivesse ficado no hospital, mas mandaram ela voltar pra casa e disseram que a cirurgia só poderia ser feita na próxima segunda-feira (02), oito dias depois, mas, de madrugada, ela se sentiu muito mal e voltou ao hospital, mas a criança já estava morta”. Lamentou a irmã de Viviane.

O outro lado
A diretora do hospital, Ivanir Pinto esclareceu que não há cesariana agendada naquela casa de saúde, inclusive, existe uma determinação do Ministério da Saúde, para que as mulheres façam parto normal, sem intervenção cirúrgica.

“O que ocorre é que o médico espera que o quadro da paciente evolua, e daí se ela não conseguir ter a criança normal vai para cesariana”. Explicou Ivanir Pinto.

A diretora assegurou que não houve erro do hospital, pois o médico havia prometido realizar a cirurgia na “buchudinha” no sábado (24), mas ela só procurou a unidade de saúde na segunda-feira (26), não sendo possível realizar o procedimento, pois o plantonista estava com duas cesarianas de urgência. 

Ivanir informou que a jovem foi orientada a voltar para casa e retornar ao hospital quando começasse a sentir as dores do parto, mas só procurou socorro quando já estava com forte sangramento. “Não foi problema do hospital, foi coisa pessoal dela. Ela chegou sangrando muito e não se sabe o que aconteceu no período que ela estava em casa”.

DIÁRIO DO SERTÃO com folha do Vale

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