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Depois de Cajazeiras e Sousa agora foi a vez de Patos perder a sucursal do O Norte

Móvel por móvel, velhas pastas, equipamentos de informática, tudo foi sendo agasalhado numa caminhoneta. Foram preciso duas viagens para levar o que restou de mais de 50 anos de história, de contato íntimo com a população, seja nas colunas sociais, no registro do cotidiano, policial, esportes, enfim, registros que ficam apenas agora no arquivo para […]

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12/10/2009 às 11h33

Móvel por móvel, velhas pastas, equipamentos de informática, tudo foi sendo agasalhado numa caminhoneta. Foram preciso duas viagens para levar o que restou de mais de 50 anos de história, de contato íntimo com a população, seja nas colunas sociais, no registro do cotidiano, policial, esportes, enfim, registros que ficam apenas agora no arquivo para a memória póstuma. Quem passa em frente ao número 166 na Av. Pedro Firmino verá apenas uma placa grande e nomes garrafais pintados na murada identificando que ali existiu um escritório dos Associados.

Esta semana um triste fato marcou a imprensa de Patos, o fechamento da sucursal do jornal O Norte, que funcionou nesta cidade por mais de meio século e por décadas foi líder absoluto em cobertura jornalística e vendas, quando houve época de vender por dia 800 exemplares, segundo José Romildo Dutra, da Banca Cultura, que lembra com saudosismo dos tempos áureos deste jornal impresso integrante dos Diários Associados, grupo de veículos de comunicação criado pelo paraibano de Umbuzeiro, Assis Chateaubriand, o magnata mais poderoso das comunicações no Brasil de 1930 a 1960.

Fico muito feliz por ter participado da história de O Norte por onze anos e meio, mas ao mesmo tempo triste por ter presenciado o descaso que esse jornal, de 106 anos, foi vítima, pela sequência de administradores (superintendentes) irresponsáveis e incompetentes que fizeram-no naufragar em dívidas, dívidas estas que deveriam ser questionadas pela direção geral do grupo. É fato também que a inadimplência, principalmente por prefeituras que não honraram seus contratos, deixando débitos de mais de um ano, também contribuíram para o estágio mórbido de O Norte.

Aos poucos foram fechando as sucursais, Cajazeiras, Sousa, Itaporanga, Guarabira até chegar a Patos, para tristeza de nós que fazemos imprensa e para aqueles que sempre acompanharam com fidelidade por décadas as edições de O Norte. Lamentável.

MARCOS EUGÊNIO

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