VÍDEO: “Mais barato ir para São Paulo”, diz empresário ao criticar voo da Azul com escala em Recife
Para Rubismar Galvão, a solução ideal continua sendo a implantação de um voo direto entre Cajazeiras e João Pessoa, sem escalas. “Essa possibilidade que a Azul colocou não serve"
Em entrevista à TV Diário do Sertão, o empresário e ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cajazeiras, Rubismar Galvão, fez duras críticas ao novo voo disponibilizado pela Azul Linhas Aéreas, que liga Cajazeiras a João Pessoa com escala em Recife. Para ele, a atual configuração da rota não atende às necessidades da população do Alto Sertão e pode se tornar inviável tanto do ponto de vista econômico quanto prático.
Segundo Rubismar, a demanda natural dos passageiros da região é majoritariamente voltada para a capital paraibana. “De dez pessoas que viajam de Cajazeiras para o litoral, nove vão para João Pessoa e apenas uma para Recife”, destacou.
Apesar de a Azul ter incluído João Pessoa como destino final no sistema, o empresário avalia que a exigência de conexão no Recife anula os benefícios da proposta.
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“Essa história dessa possibilidade de você ir para João Pessoa, mas com escala em Recife, de certa forma é inviável. Você vai levar cerca de quatro horas para chegar em João Pessoa. De carro, você chega em seis horas”, comparou.
Preço é o maior entrave
Desde o anúncio da novidade pela imprensa sertaneja, o que mais tem gerado repercussão são os altos valores das passagens, que chegam a ultrapassar R$ 2 mil, mesmo em um trajeto curto dentro do Nordeste.
Para Rubismar Galvão, o custo elevado afasta potenciais usuários e compromete a sustentabilidade do voo.
“O grande problema é a questão do preço da passagem. Hoje, se torna mais barato ir para São Paulo do que ir para João Pessoa”, afirmou.
Sonho antigo do Sertão
Para Rubismar, a solução ideal continua sendo a implantação de um voo direto entre Cajazeiras e João Pessoa, sem escalas. “Essa possibilidade que a Azul colocou não serve. O nosso grande sonho é uma linha Cajazeiras–João Pessoa”, enfatizou.
A expectativa agora é que haja diálogo entre a companhia aérea, o Governo do Estado e os municípios envolvidos para buscar ajustes que tornem o serviço realmente acessível e funcional para a população sertaneja.
DIÁRIO DO SERTÃO
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