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Viver mais: o segredo pode ser a quantidade certa de carboidratos que você ingere diariamente

Por outro lado, comer mais proteínas e gorduras vegetais de alimentos como legumes, verduras e nozes diminui esse risco.

Por Cura pela Natureza

14/09/2018 às 08h35

Carboidratos X Saúde

Você provavelmente já ouviu falar sobre a dieta rica em carboidratos e a dieta low-carb, baseada em uma redução do consumo de carboidratos simples na alimentação, como arroz branco, macarrão e pão.

Mas agora um novo estudo sugere que, ao contrário do que muitos pensam, a dieta moderada em carboidratos é o que pode ser a chave para a longevidade.

Pesquisadores acompanharam mais de 15.000 pessoas nos Estados Unidos por uma média de 25 anos e descobriram que dietas de baixo carboidrato (menos de 40% das calorias de carboidratos) e dietas ricas em carboidratos (mais de 70% das calorias) estavam associadas a um aumento do risco de morte prematura.

É verdade. Já o consumo moderado de carboidratos (50 a 55 por cento das calorias) foi associado com o menor risco de morte prematura.

“Este trabalho fornece o estudo mais abrangente da ingestão de carboidratos feito até hoje e nos ajuda a entender melhor a relação entre os componentes específicos da dieta e a saúde a longo prazo”, disse o autor sênior do estudo, doutor Scott Solomon, de Brigham and Women’s Hospital e Harvard Medical School, em Boston.

Os pesquisadores estimaram que, a partir dos 50 anos, as pessoas que ingerem uma dieta moderada em carboidratos viveriam outros 33 anos, quatro a mais do que aqueles com consumo muito baixo de carboidratos, e um ano a mais do que aqueles com alto consumo de carboidratos.

Mas atenção: as dietas de baixo carboidrato podem não ser todas iguais.

Comer mais proteínas e gorduras de origem animal de alimentos como carne bovina, cordeiro, porco, frango e queijo, em vez de carboidratos, foi associado a um risco maior de morte precoce.

Por outro lado, comer mais proteínas e gorduras vegetais de alimentos como legumes, verduras e nozes diminui esse risco.

Segundo os cientistas, é preciso considerar que os hábitos alimentares dos participantes foram citados por eles mesmos e avaliados apenas no início do estudo e seis anos depois.

Esses hábitos, porém, poderiam ter mudado ao longo de 25 anos, o que pode afetar a ligação entre a ingestão de carboidratos e a longevidade.

Foram analisados também dados de mais de 432.000 pessoas em mais de 20 países.

O resultado foi a descoberta de que aqueles com alto e baixo consumo de carboidratos tinham uma expectativa de vida menor do que aqueles com ingestão moderada de carboidratos.

“Enquanto um ensaio randomizado não for realizado para comparar os efeitos a longo prazo de diferentes tipos de dietas pobres em carboidratos, esses dados sugerem que a mudança para um consumo mais baseado em plantas provavelmente ajuda a prevenir doenças mortais”, disse Solomon, em um comunicado de imprensa da revista The Lancet Public Health.

Segundo a líder do estudo, doutora Sara Seidelmann, cardiologista do Brigham and Women’s Hospital, “dietas de baixo carboidrato que o substituem por proteína ou gordura animal estão ganhando popularidade como uma estratégia de saúde e perda de peso. No entanto, nossos dados sugerem que as dietas de baixo carboidrato baseadas em animais podem estar associadas a um menor tempo de vida e devem ser desencorajadas”.

Seidelmann sugeriu que, “em vez disso, se alguém escolhe seguir uma dieta pobre em carboidratos, trocando-o por mais gorduras e proteínas à base de plantas pode realmente promover o envelhecimento saudável a longo prazo”.

Fonte: https://www.curapelanatureza.com.br/post/09/2018/viver-mais-o-segredo-pode-ser-quantidade-certa-de-carboidratos

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