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Acusação de estupro afasta patrocinadores e Portugal de Cristiano Ronaldo

Antes do processo, a empresa teve o maior cuidado em relação ao atleta

Por R7

06/10/2018 às 13h57

Cristiano Ronaldo (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

A primeira consequência da acusação de estupro de Cristiano Ronaldo e a reabertura do processo envolvendo Kathryn Mayorga pela Polícia de Las Vegas.

A EA Games, empresa responsávelo pelo jogo simulador de futebol FIFA, retirou a imagem do jogador português no seu portal.

Antes do processo, a empresa teve o maior cuidado em relação ao atleta. Foi ele a primeira pessoa do mundo a receber o jogo da próxima temporada.

A EA chegou ao requinte de ter de mudar a capa do software para que tivesse o português com a camisa da Juventus e não mais do Real Madrid.

O que pesava era Cristiano ter sido escolhido cinco vezes como melhor do mundo. E o seu grande poder midiático.

Só que as acusações de estupro por parte da norte-americana foram fortes demais para EA Games.

Além disso, a Nike fez um pronunciamento formal.

“Estamos profundamente preocupados com estas alegações perturbadoras e continuaremos a monitorar de perto a situação”, divulgou a empresa com quem o português tem contrato vitalício.

Assinado no final de 2016, segundo estimativas, o contrato vitalício vale 760 milhões de libras (cerca de R$ 3,562 bilhões).

A empresa não prevê qualquer publicidade envolvendo o jogador, que era figura fácil em qualquer início de temporada.

Analistas comparam que se for confirmado o estupro, pode acontecer com Cristiano Ronaldo o mesmo que Lance Armstrong enfrentou.

O ciclista norte-americano venceu de forma consecutiva sete vezes o Tour da França, mais importante prova do ciclismo mundial.

Estava repleto de patrocinadores. Tinha uma fortuna de R$ 225 milhões.

Não só perdeu os patrocínios como teve de enfrentar processos por confessar usar drogas dopantes e manchar a imagem de empresas que o apoiavam. Quase todo seu dinheiro desapareceu nestas batalhas judiciais.

A fortuna de Cristiano Ronaldo é avaliada em cerca de 250 milhões de euros, cerca de R$ 1,1 bilhão.

A atitude da EA Games vem em péssimo momento.

A Polícia de Las Vegas decidiu reabrir o caso. E investigar novamento o alegado estupro anal que teria acontecido na madrugada do dia 13 de junho. O acordo que Kathryn Mayorga fez, recebendo 375 mil dólares, cerca de R$ 1,4 milhão, não tem validade para os policiais. E nem para a nova advogada de Mayorgam, Leslie Stovall.

Fora a investigação policial, Stovall vê evidências para 11 processos contra o jogador.

Violação sexual, tentativa de assédio sexual, coação para fraude, agressão a uma pessoa vulnerável, conspiração, difamação, abuso de processo, tentativa de silenciar o caso, tentativa de concretizar um acordo de não divulgação, negligência e violação de contrato.

Embora o treinador de Portugal, Fernando Santos, tenha declarado o apoio incondicional a Cristiano Ronaldo no caso de estupro, o deixou de fora das convocações contra Polônia e Escócia, na Liga das Nações, torneio de amistosos entre equipes europeias.

Jornalistas portugueses garantem que o jogador foi deixado de lado para não tumultuar o ambiente da Seleção.

Enquanto isso, na Inglaterra, a equipe de defesa de Mayorga busca, com o auxílio de jornalistas, uma garota franco-africana que teria sido molestada por Cristiano Ronaldo em 2005. E que não quis prestar queixa na época.

O jogador segue negando as acusações. Repete que o sexo com a norte-americana aconteceu e foi consensual. Não houve estupro.

“Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjecto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espectáculo mediático montado por quem se quer promover à minha custa.

“Aguardarei com tranquilidade o resultado de quaisquer investigações e processos, pois nada me pesa na consciência”, escreveu o jogador no seu Twitter.

“Enquanto umas p…tas querem vencer na vida à custa do dinheiro dos outros, eu faço francesinhas para o melhor restaurante português no Brasil”, publicou Katia Aveiro, irmã de CR7, no seu Instagram.

Ela tem um restaurante em Gramado, Rio Grande do Sul. E está revoltada com a situação.

“Umas são mulheres. Outras são merdas”, resume.

Até agora os advogados de Cristiano Ronaldo que haviam prometido processar a revista alemã Der Spiegel por publicar a versão do estupro, nada fizeram.

Não chegou processo algum contra a publicação..

Fonte: https://esportes.r7.com/prisma/cosme-rimoli/acusacao-de-estupro-afasta-patrocinadores-e-portugal-de-cr7-05102018

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