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VÍDEO: Morre no Rio o jornalista esportivo cajazeirense Iata Anderson, ícone do rádio e amigo do Rei Pelé

Ele passou mais de uma semana internado no Hospital Badim, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, e não resistiu a complicações de saúde

Por Luis Fernando Mifô

09/01/2026 às 12h38 • atualizado em 09/01/2026 às 16h55

Morreu na noite desta quinta-feira (8), aos 81 anos, o jornalista, radialista e cronista esportivo Iata Anderson, que nasceu em Cajazeiras, Sertão paraibano. Ele passou mais de uma semana internado no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, e não resistiu a complicações de saúde decorrentes da idade.

O corpo será cremado na tarde desta sexta-feira (9), no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio, e as cinzas serão espalhadas em Pasárgada, como era chamado o sítio em que ele gozava da sua aposentadoria no últimos anos, levando uma vida bucólica, no município de Araruama.

Iata Anderson começou na Super Rádio Tupi, em 1970, e também passou pelas rádios Globo e Tamoio, além da TV Manchete.

Em 1974, foi o único repórter a entrevistar Pelé na despedida do maior jogador de futebol de todos os tempos. Graças a essa entrevista, ele ganhou o apelido de “Amigo do Rei”.

Iata Anderson entrevistando o Galinho Zico (Foto: Arquivo Pessoal)

Na sua estréia no Maracanã como repórter, entrevistou Samarone, o “Diabo Loiro”, ídolo do Fluminense. Em pouco tempo, fez dupla com Denis Menezes, outro ícone do jornalismo esportivo. Deois retornou à Tupi e se juntou a Doalcei Camargo, Gerson, Celso Garcia, Rui Porto e Ronaldo Castro para cobrir sua primeira Copa do Mundo, em 1978, na Argentina. A segunda foi em 1986, no México, pela TV Manchete.

Iata retornou à Tupi em 2007, onde participou do “Bola em Jogo”, aos domingos, de 12 às 15 horas, considerado um dos melhores programas esportivos do rádio carioca de todos os tempos. Trabalhou também na Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro) como responsável pela assessoria de imprensa.

Infância pobre e com violência doméstica

Iata Anderson era um dos quatro filhos de Maria de Lourdes de Oliveira, dona de casa que sofria violência doméstica do marido e pai deles, que era alcoólatra. Para dar um basta na situação, dona Maria e a irmã dela, Anita Rolim, fugiram de Cajazeiras rumo ao Rio de Janeiro levando as crianças. As duas enfrentaram os desafios da cidade grande e do machismo para conseguir educar os garotos. Iata, então, viria a se tornar um dos maiores nomes da imprensa esportiva brasileria.

Doação histórica para Cajazeiras

O desembargador Siro Darlan, irmão de Iata, anunciou nesta sexta, no programa Olho Vivo da Rede Diário do Sertão, que irá doar para o Museu do Futebol de Cajazeiras todo o acervo de camisas históricas do futebol brasileiro que seu irmão colecionou durante a trajetória na imprensa esportiva.

O Museu do Futebol de Cajazeiras, fundado pelo professor Reudesman Lopes, já contém doações feitas por Iata Anderson, como uma camisa da seleção brasileira autografada por Pelé, que era o amigo mais ilustre do cajazeirense.

DIÁRIO ESPORTIVO

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