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VÍDEO: Cubano que vive em Sousa diz que gari no Brasil pode viver melhor que médico e advogado em Cuba

Ariel Sanchez Aleman, que é casado com uma sousense, explica alguns detalhes do programa Mais Médicos e conta como é a situação financeira de cubanos na ilha

Por Jocivan Pinheiro

19/01/2019 às 12h33 • atualizado em 19/01/2019 às 12h37

Após o governo de Cuba romper o contrato do programa Mais Médicos com o governo brasileiro, o médico cubano Ariel Sanchez Aleman pôde optar por permanecer no Brasil, na cidade de Sousa, no Sertão paraibano, por ser casado com uma sousense. Apesar de estar vivenciando uma situação financeira difícil, já que ficou desempregado após o rompimento do contrato do Mais Médicos, Ariel garante que viver no Brasil é bem melhor que viver em Cuba.

Em entrevista à TV Diário do Sertão, Ariel explica alguns detalhes do programa Mais Médicos, conta como é a situação financeira dos cidadãos cubanos que moram na ilha e chega a dizer que um gari vive melhor no Brasil do que um médico e um advogado em Cuba.

Uma das principais dúvidas dos brasileiros a respeito do Mais Médicos é com relação ao salário dos médicos cubanos (quanto fica com os profissionais, quanto fica com o governo de Cuba). Ariel não revela números, mas diz que todos os médicos cubanos vieram para o Brasil sabendo quanto iriam ganhar e quanto seria a parte do governo.

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Ariel revela que o salário de um médico em Cuba é 60 dólares (225 reais), que só dá para se alimentar. Por isso, apesar de não gastar com saúde e educação porque são 100% públicas, a maioria dos cubanos precisa “se virar” buscando mais uma fonte de renda.

“Realmente não dá para comer aquilo que você quer, muito menos para comprar roupas ou artigos na loja. O salário de Cuba, geralmente, os 100% são empregados em comer. Só que o cubano, como o brasileiro, se vira. Além do trabalho, ele procura outro emprego, procura fazer outra coisa para completar o dinheiro para passar o mês”.

Consumo controlado?

Um dos mitos que envolvem o país caribenho é o suposto consumo controlado, ou seja, a ideia de que os produtos nos supermercados são limitados e os cubanos não podem gastar além de uma determinada quantia. Ariel desmente essa história e explica que se o cidadão tem dinheiro, pode comprar o que quiser. No entanto, poucos são os cubanos que têm essa condição.

“Você tem dinheiro? Vai lá e compra o que quiser, a quantidade que você quiser. Mas são poucos, são mínimos”, falou o médico.

DIÁRIO DO SERTÃO

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