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Mulher que foi espancada na rua morre no hospital de Cajazeiras; coordenadora do CRAM lamenta o caso

Luiza da Silva Silveira, de 54 anos, estava internada em coma na UTI do HRC desde o dia 5, quando foi encontrada desacordada, apresentando traumatismo craniano

Por Jocivan Pinheiro

11/03/2019 às 15h42 • atualizado em 11/03/2019 às 15h44

Faleceu na última sexta-feira (8) a senhora Luiza da Silva Silveira, de 54 anos, que estava internada em coma na UTI do Hospital Regional de Cajazeiras desde o dia 5, quando foi encontrada desacordada na rua Benedito Gomes de Souza, que dá acesso à avenida José Donato Braga (Estrada do Amor), no Centro de Cajazeiras. A vítima sofreu espancamento na cabeça e chegou a perder massa encefálica.

O caso entrou para as estatísticas de violência contra mulher do Centro de Referência ao Atendimento à Mulher (CRAM) da cidade de Cajazeiras. De acordo com Francilma Mendes, coordenadora do CRAM, a Polícia Civil está investigando o caso. Dona Luiza era solteira, tinha família e residência em Cajazeira, mas havia decidido morar nas ruas.

“Cada dia a gente vê que a violência é praticada de maneira mais perversa. Em Cajazeiras, no período de carnaval, recebemos várias denúncias de ocorrências envolvendo violência contra a mulher. Em uma delas resultou em um espancamento de uma mulher que encontra-se na UTI do hospital de Cajazeiras”, disse Francilma antes da morte de dona Luiza.

VEJA TAMBÉM: Jovem sertaneja da região de Cajazeiras é morta a facadas pelo marido em São Paulo

Polícia Militar e SAMU atenderam o caso

A coordenadora revela que em 2017 o CRAM atendeu mais de 145 casos de violência contra mulher. Em 2018 foram mais de 125 e somente nos dois primeiros meses de 2019 já foram mais de 20 casos registrados.

“Ainda não está muito claro para algumas pessoas a motivação dessa violência. Se foi uma violência de gênero ou uma violência banal. Mas resultou nesse ato de perversidade, de maldade que colocou uma mulher com traumatismo craniano de nível bem elevado e que chegou até ao diagnóstico de morte encefálica”, completa Francilma.

DIÁRIO DO SERTÃO

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