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VÍDEO: Operação da Polícia Civil na região de Patos prende delegado que cobrava propinas de presos

Conforme as investigações, ele costumava cobrar vantagem indevida e apropriar-se de bens apreendidos quando da lavratura de autos de prisão em flagrante

Por Diário do Sertão com Assessoria de Comunicação/PCPB

14/12/2021 às 11h31 • atualizado em 14/12/2021 às 11h34

A Polícia Civil da Paraíba através da 3ª Superintendência Regional de Polícia Civil e 15ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, ambas sediadas em Patos, no Sertão da Paraíba, deflagrou na manhã desta terça-feira (14) a “Operação Fianza”, cuja finalidade é dar cumprimento a mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão expedidos pela Comarca de Teixeira, na região de Patos.

Conforme apurado pela Polícia Civil, um dos delegados de polícia atuantes em Teixeira, costumava cobrar vantagem indevida e apropriar-se de bens apreendidos quando da lavratura de autos de prisão em flagrante.

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Material apreendido durante a operação. (Foto: divulgação/PCPB).

A investigação, que durou aproximadamente três meses, constatou a prática dos crimes, o que culminou com a expedição de mandado de prisão contra o delegado e decretação de medidas cautelares diversas da prisão contra os advogados, além da expedição de mandados de busca e apreensão para as suas residências e para as casas das pessoas beneficiadas pelos crimes.

ADVOGADOS ENVOLVIDOS

Também se constatou que dois advogados atuantes em Teixeira participaram de negociações espúrias com o delegado, tendo ambos oferecido dinheiro ao delegado para que seus clientes fossem beneficiados.

A Polícia Civil disse que o delegado, cuja identidade não será revelada por causa do segredo de justiça imposto ao processo, abordava os presos, parentes e advogados para que lhe pagassem algum valor indevido com o fito de baixar o valor a ser pago a título de fiança, o que configura o crime de corrupção passiva.

DELEGADOS FALAM SOBRE OPERAÇÃO

O Delegado Yuri Givago, delegado seccional de Patos, relatou que a operação de campo contou com policiais da Delegacia de Homicídio e Entorpecentes de Patos, Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e Grupo de Operações Especiais, tendo sido cumpridas todas as ordens emitidas pela justiça. Acrescentou que o delegado será custodiado na Central de Polícia de João Pessoa, à disposição da justiça.

Outro Delegado que também esteve a frente da operação, Cristiano Jacques, que é Superintendente Regional de Polícia Civil, disse que o trabalho em conjunto com o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do MPPB (GAECO) e o apoio incondicional de órgãos como o Instituto de Polícia Científica e Polícia Militar da Paraíba foram cruciais para o êxito da investigação.

André Rabelo, delegado geral de Polícia Civil, indicou que essa é uma marca da nova gestão da Polícia Civil: atuação firme contra crimes funcionais e atuação com os órgãos parceiros para a consecução dos objetivos. Ressaltou que é intolerável que servidores públicos detentores de parcela do poder estatal se corrompam e subvertam o sistema de justiça criminal, além da participação de advogados em crimes dessa natureza (que tanto ferem direitos fundamentais e a própria democracia).

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