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Analista diz que paraibanos traíram Dilma no impeachment e prevê plano surpresa do PT

Votação pelo processo de impeachment da presidente na Câmara dos Deputados ocorreu neste domingo (17); vitória pelo impedimento foi esmagadora

Por Jocivan Pinheiro

18/04/2016 às 14h01 • atualizado em 19/04/2016 às 06h48

Em um bate-papo com a TV Diário do Sertão sobre a crise política no Brasil e a votação pelo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados, que ocorreu neste domingo (17), o advogado cajazeirense Chico Cardoso, considerado um dos maiores analistas políticos da Paraíba, fez uma avaliação surpreendente acerca dos planos do PT para virar o jogo. Ele acredita que após a derrota na Câmara, o PT já começa a entender que o melhor caminho é a saída de Dilma neste momento para abrir caminho para Lula.

De acordo com o raciocínio de Chico Cardoso, a saída de Dilma apaziguaria momentaneamente a crise política e, por consequência, daria um intervalo nas articulações jurídicas dos bastidores. Ou seja, saciado o desejo da oposição, que é derrubar o PT do poder e assumi-lo, Lula poderá ficar ‘esquecido’ e, com isso, se livrar de processos que podem ocasionar sua inelegibilidade. Livre, ele se candidataria a presidente novamente para as eleições de 2018. E para Chico Cardoso, o ex-metalúrgico ainda é a maior liderança política do Brasil em termos de popularidade e vence as eleições.

– A partir de agora a coisa é outra. Acho que o PT vai querer que Dilma saia do governo, que assuma Michel Temer e que as coisas não mudem juridicamente, porque aí eles têm Lula para candidato a presidente. Que vote nele ou não, ainda é o mais forte do Brasil – avalia o advogado.

‘Traidores paraibanos’
Chico Cardoso também se surpreendeu com a expressiva maioria de votos na Câmara a favor do impeachment da presidente. A derrota era certa, mas não com tamanha diferença, segundo ele. Sobre essa votação, o advogado destacou a participação dos deputados paraibanos e afirmou que alguns deles traíram a petista. Teriam sido os casos do deputado Wilson Filho (PTB), cujo pai, o ex-senador Wilson Santiago, tem cargo importante no Banco do Brasil; e o ex-ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro (PP).

Debandada é culpa de Dilma
Na opinião de Chico Cardoso, a presidente Dilma nunca soube fazer boas articulações políticas que lhe garantissem apoios sustentáveis na Câmara e no Senado e por isso houve uma debandada de aliados para outros partidos e rupturas partidárias no bloco governista. E essas perdas, segundo ele, também foram consequência da falta de diálogo da presidente.

Distância do Judiciário e Brasil ‘anti-comunista’
Ainda de acordo com o advogado, mais dois fatores contribuíram para a baixa popularidade de Dilma e o risco iminente do impeachment: a falta de empatia entre ela e o Poder Judiciário e a faceta ‘anti-comunista’ de grande parte do povo brasileiro.

DIÁRIO DO SERTÃO

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