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Na TV Senado, Lira comenta dois impeachments em 24 anos: “consolidação das instituições democráticas brasileiras”

Na entrevista, Lira fez um balanço dos trabalhos da Comissão Especial do Impeachment (CEI), presidida por ele na primeira fase do processo.

Por Luzia de Sousa

23/08/2016 às 13h26

“Consolidação das instituições democráticas brasileiras”

Ao ser entrevistado no programa Argumento, da TV Senado, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) destacou que o fato de o Brasil passar por dois processos de impeachment em 24 anos é prova de que as instituições democráticas estão maduras.

“Eu estava aqui como Senador no impeachment em 1992 e o fato de 24 anos depois haver um segundo impeachment, mostra com clareza que as instituições democráticas brasileiras estão rigorosamente consolidadas. É lógico que precisamos aperfeiçoar, modernizar, avançar. Mas que elas já estão consolidadas estão e o fato de ter acontecido dois impeachments em 24 anos mostra claramente que a democracia brasileira é uma realidade”, afirmou o paraibano.

Na entrevista, Lira fez um balanço dos trabalhos da Comissão Especial do Impeachment (CEI), presidida por ele na primeira fase do processo. “Tanto o meu trabalho, na condição de presidente da Comissão, como o trabalho do senador Anastasia, como relator, e a participação de todos os senadores, foi um trabalho exaustivo. Tivemos 31 reuniões e a reunião que durou mais, ela durou quase 15 horas. Foram mais de 200 horas de trabalho. Então, eu acho que nós cumprimos o nosso dever com o país”.

Lira disse que atuou à frente da Comissão pautado em quatro princípios. “O primeiro de que teria um comportamento como presidente suprapartidário; o segundo, que daria um amplo direito de defesa; o terceiro, teria um comportamento imparcial; e o quarto, eu ia fazer um esforço para que houvesse um equilíbrio, porque nós tínhamos 15 senadores formando a maioria e cinco senadores da defesa representando a minoria. Tinha que ter um equilíbrio, para que essa maioria não dominasse totalmente os trabalhos da comissão, esmagando assim o direito e a participação democrática da minoria”.

Ele afirmou que, ao final do processo, se sentiu recompensado, por conseguir manter a equidade no andamento da comissão. “Eu acho que cumprimos esse papel, acho que o resultado foi satisfatório. Portanto, eu me sinto recompensado e agradeço a todos os assessores que estavam trabalhando conosco e a colaboração de todos os senadores”.

Segundo a Agência Senado de Notícias, a sessão do Senado para julgar o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff foi marcada para esta quinta-feira (25) e não tem prazo determinado para ser concluída, podendo terminar a partir da terça seguinte (30).

Assessoria de Imprensa, com TV Senado

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