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Clima tenso e condenação de Lula quase leva a troca de socos no Senado

A sessão acabou suspensa pelo segundo vice-presidente da Casa e presidente do Conselho de Ética, João Alberto Souza (PMDB-MA).

Por Priscila Belmont

13/07/2017 às 09h10

A sentença do juiz Sérgio Moro condenando o ex-presidente Lula a 9,5 anos de prisão acirrou os ânimos no plenário do Senado, logo após a divulgação. Irritado, o senador Paulo Rocha (PT-PA) gritou aos colegas que os petistas estão sendo condenados por “bandidos”. Rocha e o senador Ivo Cassol (PP-RO) se agrediram aos gritos e quase trocaram socos. A sessão acabou suspensa pelo segundo vice-presidente da Casa e presidente do Conselho de Ética, João Alberto Souza (PMDB-MA).

A briga começo quando o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) discursava contra o protesto das senadoras ontem. As senadoras do PT, PCdoB e PSB ocuparam a Mesa do Senado contra a votação da reforma trabalhista.

— Eles, que tanto falam em democracia, que tanto falam em respeito, faltaram com respeito aos Senadores, faltaram com respeito ao Senado e faltaram com respeito à democracia _ disse Lopes.

O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), pediu para falar e Lopes não cedeu seu tempo. Respondeu ao petista que esperasse a sua vez na tribuna. Paulo Rocha se irritou e gritou, fora do microfone, diversas vezes, enquanto Lopes discursava: “Inocente útil”.

Ao terminar, Lopes desceu da tribuna e foi cumprimentar Rocha, numa tentativa de melhorar o clima. O petista recusou o aperto de mão e continuou a xingar o colega.

— Pastor! Inocente útil!

Rocha se levantou e João Alberto (PMDB-MA), que presidia a sessão, acabou a suspendendo por alguns minutos. O senador Ivo Cassol interveio. Disse que não concordava com a postura de Paulo Rocha. O clima piorou.

O petista se se dirigiu até Cassol, que também se exaltou, e continuou a disparar críticas pelo apoio ao governo Temer. No meio do desentendimento, Paulo Rocha bateu na mesa gritando:

— Estamos sendo condenados por bandidos.

Ivo Cassol respondeu que não tinha culpa e sugeriu ao petista que procurasse Sérgio Moro.

— Toma vergonha rapaz, roubaram o Brasil! _ disse Cassol.

— Quem roubou? Quem roubou? _ gritava, exaltado, Paulo Rocha?

— Quem roubou? Quem montou a maior quadrilha ? _ gritava do outro lado Ivo Cassol.

Os assessores tentaram tirar Cassol do plenário, temendo um desfecho pior.

— Não vou sair não, senão vão pensar que estou com medo desse cara! — disse Cassol, sentando-se na bancada e reclamando que a oposição não respeitava regimento.

Agitado, Paulo Rocha continuou gritando e gesticulando muito. Se sentou em outra bancada e começou a socar a mesa gritando:

— Estamos sendo condenados por bandidos, como vamos aceitar isso?

A presidente do PT, Gleisi Hoffman (PT-PR) chegou e tentou acalmar Paulo Rocha.

— Não podemos aceitar isso não ! Temos que reagir . Aqui não é questão de coragem, é de posição política!

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