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Depois de queimada viva, cadelinha que não perde missa pode ser expulsa da Igreja

“Ele falou até em sacrificar, mas ela [Alaíde] não tem doença e não é minha. Apenas cuido dela, mas ela é de rua” Disse Jéssica

Por Luzia de Sousa

27/05/2016 às 21h21 • atualizado em 31/05/2016 às 12h00

Cadela queimada na região Cajazeiras gostava da igreja

A cadelinha Alaíde, que comoveu as redes sociais no ano passado após ser queimada com água quente, agora volta a ser motivo de polêmica na cidade de Monte Horebe, região de Cajazeiras, na Paraíba.

Alaíde é uma assídua frequentadora da Igreja Matriz da cidade (Paróquia São Francisco de Assis), da escola, da Praça, em fim, uma moradora da rua, mas há quatro anos é alimentada, cuidada e medicada pela jovem vendedora Jéssica Dias.

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Ela entrou em contato com a reportagem do Diário do Sertão nesta sexta-eira (27), para confidenciar que o novo administrador paroquial, Francisco Mendes (Padre Mendes) não aceita a presença da cachorra na Igreja e já lhe pediu uma solução imediata.

De acordo com Jéssica, o padre alega que a cadelinha, que não perde uma só missa, fica com as “pernas abertas no altar”, além de ser um local para seres racionais, a cachorra é “fedorenta”.

A vendedora informou que o assunto tem gerado mal estar na cidade, pois o Padre Mendes foi o primeiro a se opor a presença de Alaíde na igreja.

“Ele falou até em sacrificar, mas ela [Alaíde] não tem doença. E ela não é minha. Eu apenas cuido dela, mas ela é de rua”, Revelou Jéssica Dias.

O outro lado
Procurado pela reportagem do Diário do Sertão, o padre contou que Alaíde anda incomodando muito, porque suja a igreja e as crianças que frequentam o local ficam brincando com a cadela correndo risco de doenças.

O sacerdote explicou que a cachorra está doente e fica se coçando durante a celebração e perdendo os pelos.

Padre Mendes alegou que Jéssica disse não ser dona da cachorra, mas prometeu procurar as autoridades para resolver o caso da melhor forma.

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