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Igreja evangélica compara casais homoafetivos com pirataria, fala em safadeza e gera revolta na internet

Post de comunidade cristã dizia "Deus fez a família original, diga não à pirataria" e foi removido de rede social após denúncias.

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

21/07/2017 às 14h52

Imagem usada por igreja evangélica causou revolta em internautas (Foto: Reprodução/Facebook)

Uma publicação feita por uma igreja evangélica de São Carlos (SP) em uma rede social causou revolta em internautas. A imagem postada continha desenhos de uma família composta por um casal heterossexual e de um casal homoafetivo com os dizeres “Deus fez a família original, diga não à pirataria”. Após denúncias, o post foi removido pelo Facebook.

Os internautas iniciaram uma série de questionamentos e debates nos comentários da publicação, alegando que a igreja fazia postagens homofóbicas. Também fizeram uma “campanha” para que as pessoas denunciassem a página por intolerância à gerência da rede social.

Após a polêmica, a Igreja Projeto de Deus fez outra publicação afirmando que “estão acostumados com os ataques justamente daqueles que dizem sofrer por serem oprimidos” e publicou uma carta aberta afirmando que não possui nada contra os homossexuais.

O texto diz que “a sociedade laica pode escolher não temer a Deus, mas a Igreja como instituição privada escolhe seguir os ensinamentos bíblicos. Quem quiser fazer parte da Igreja Projeto de Deus deve seguir o CREDO da igreja. É apenas uma questão de escolha”. Por telefone, o pastor Jean Calegário, responsável pela página e pela comunidade cristã, disse ao G1 que não iria comentar o caso com a imprensa.

Revolta
O inspetor de alunos e militante do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travetis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) José Carlos Bastos Junior avalia a postagem como homofóbica. “A imagem é de teor preconceituoso, denigre a comunidade LGBT”, afirmou. Ele disse que arquivou todas as publicações e que irá denunciar na Justiça os dizeres da igreja.

Segundo a advogada Janaina Basilio, qualquer pessoa que se sentir ofendida com a postagem pode ingressar com um processo. “Inclusive, o Ministério Público pode agir em nome de todo mundo ou a Defensoria Pública. É a mesma coisa que acontece com as músicas preconceituosas que acabam sendo proibidas de tocar nas rádios, elas não citam diretamente uma pessoa, se referem a um grupo de pessoas, sem ser de forma velada”, disse.

Para a professora Bianca Melger, o posicionamento da igreja vai contra os princípios cristãos.

“Estão preocupados com o que as pessoas querem ser e isso não é da conta deles. Preconceito e discriminação não estão na Bíblia. Queria fazer parte da comunidade LGBT para poder processá-los, mas, infelizmente, isso não faria com que eles [igreja] fossem seres humanos e cristãos, de fato”, declarou.

G1

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