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Na tribuna, Raimundo Lira manifesta desejo de que o Brasil volte a criar empregos, sem criar novos impostos

Ele assinalou que o cidadão já sofre com o aumento do desemprego e não recebe a contrapartida dos impostos que paga.

Por Luzia de Sousa

29/03/2016 às 16h06

Preocupado com o futuro do Brasil, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) manifestou desejo de ver o País retomar o desenvolvimento econômico e voltar a gerar empregos, sem, com isso, criar novos impostos. Em pronunciamento na tribuna do Senado nesta segunda-feira (29), ele ressaltou que o crescimento do País não está condicionado à elevação da carga tributária, que já é bastante elevada no País e penaliza o trabalhador.

Com exemplos à vontade para defender a sua tese, ele se apegou à experiência vivenciada há quatro anos na Índia. Lira lembrou que, há quatro anos, o País estava atravessando uma crise econômica muito profunda e houve uma pressão enorme para se aumentar os impostos. Apesar da pressão, o governo indiano não cedeu e, no ano passado, a Índia cresceu 7,8% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

Lira também fez menção à crise mundialmente conhecida dos Estados Unidos, que se iniciou em 2007, em função da crise do setor imobiliário e do setor financeiro. O senador destacou que, a exemplo da Índia, os EUA saíram da crise e já estão no terceiro ano com crescimento econômico, sem aumento da carga tributária.

Como economista e empresário, Lira ressaltou que, quando a carga tributária começa a crescer demais, o excesso de impostos começa a agir de forma negativa na atividade econômica, e a arrecadação começa a cair. “O imposto aumenta, a quantidade de impostos aumenta e a arrecadação começa a cair. É a lei econômica”, observou.

Carga já elevada – No entendimento de Raimundo Lira, a elevada carga tributária do Brasil atingiu um nível que condena o país ao subdesenvolvimento. Ele alertou que os impostos “confiscam” cinco meses de trabalho do cidadão e atingem 36% do PIB, situação que impede o crescimento sustentável e vai na contramão de países que enfrentaram a crise mundial baixando os impostos. Ele alertou os senadores de que não é possível apoiar projetos que aumentem os impostos.

– O contribuinte é chamado a pagar uma conta que ele não gastou. Ele não está querendo mais aceitar passivamente esse ciclo vicioso de estar pagando uma conta do que ele não gastou e de estar pagando uma conta sem receber a contrapartida na condição de cidadão – relatou o parlamentar, na tribuna do Senado.

Lira também manifestou temor de que a carga tributária aumente mais ainda com a pressão de estados e municípios para elevar as alíquotas de seus impostos, principalmente o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Ele assinalou que o cidadão já sofre com o aumento do desemprego e não recebe a contrapartida dos impostos que paga.

Assessoria de Imprensa

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