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LUTO: Morre em João Pessoa famoso músico de Cajazeiras; Relembre última entrevista

O velório será realizado na Central Memorial Esperança e o sepultamento deverá ocorrer nesse sábado (28).

Por Luzia de Sousa

27/05/2016 às 09h11 • atualizado em 27/05/2016 às 09h15

Seresteiro Timbu foi homenageado durante o carnaval (foto: Diário do Sertão)

Morreu nesta sexta-feira (27), em João Pessoa, o seresteiro cajazeirense Francisco Anchieta Martins, mais conhecido por Timbu, 72 anos. O seresteiro Timbu estava residindo na capita.

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Acometido de problemas de saúde, o seresteiro teve as suas pernas amputadas. No último carnaval Timbu foi o homenageado na Praça do Frevo e veio participar onde cantou juntamente com a Orquestra Santa Cecília. Em entrevista ao portal Diário do Sertão, ele se emocionou na época ao falar da homenagem.

O corpo do músico será transladado para Cajazeiras sendo realizado seu desejo de ser sepultado em sua terra natal. O velório será realizado na Central Memorial Esperança e o sepultamento deverá ocorrer nesse sábado (28).

Acompanhe entrevista de Timbu!

A Revista CZN contou a história de vida de Timbu no ano de 2004 quando foi homenageado na edição do dia da cidade. Veja:

Francisco Anchieta Martins, 72 anos, conhecido Timbú seresteiro considerado um autêntico e valioso símbolo da nossa cultura. Natual de Cajazeiras, Timbu nasceu no dia 28 de Janeiro de 1944. Estudou no Ginásio Salesiano e também foi aluno do Seminário Nossa Senhora Assunção na turma de 1955. Ainda estudou no Colégio Agrícola de Lavras da Mangabeira no estado do Ceará, mas, o seu destino era mesmo a música.

O início de sua carreira artística ocorreu na década de 60, quando tinha 23 anos de idade. Subiu no palco pela primeira vez numa boate que tinha o estranho nome de “Chiranha”. Logo em seguida, no ano de 1968, integrou-se ao grupo Tabajara, no qual fazia parceria com Daniel Rodrigues (violonista).

Em 1969, partiu para o estado do Piauí, onde trabalhou com o grupo musical “Os Bembens”, que era da Paraíba. Ainda atuou nos estados do Maranhão e Pará.

Após uma grande temporada fora de Cajazeiras, retornou em 1977 formando o “Trio Tabajara de Seresta”, juntamente com Daniel (vocal e violão) e Bideca (vocal e bandolim). E nesse mesmo ano, começou a fazer parte da saudosa “Orquestra Chaveron” de Zeilton Trajano permanecendo até sua extinção. Logo após, ingressou na “Orquestra Salão Grenat” do grande amigo Deoberto, e também foi componente da “Orquestra Manaíra de Frevo”, de Mozart de Souza Assis.

Além do frevo, Timbu era uma grande intérprete da música romântica. Sem dúvida, deve ter torturado muitos corações apaixonados com seu repertório aprazível, nas noites de serestas. Sempre requisitados para animar festas em bares, churrascarias e casa de shows na região, o seu trabalho também era muito conhecido na cidade de Patos, já que de 1984 á 2002 trabalhou muito realizando apresentações naquela região.

Quando falamos de carnaval de clube, lembramos logo de Timbu. Recordando os tradicionais bailes noturnos e matinês, no Cajazeiras Tênis Clube e 1º de Maio que sempre tinha a animação das Orquestras que Timbu era vocalista.

Na sua trajetória pelo mundo da música, participou de diversos festivais, nas cidades de Crato – Ce, Caruaru – PE e na sua terra natal, chegando a ganhar o primeiro lugar em interpretação. Ainda foi premiado no ano de 2003 com o Certificado de Melhor Intérprete outorgado pela Fundação Ivan Bichara.

Ao todo, foram 48 anos de carreira. Durante esse tempo, firmou-se como um dos seresteiros, mais conhecido e solicitado da região.

DIÁRIO DO SERTÃO

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