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Francisco Cartaxo

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A décima Cartaxada

06/05/2014 às 14h32

Cartaxada é um encontro de um pedaço da família Cartaxo. Uma espécie de convenção, envolvendo uma pequena fração familiar. Pequena em face da numerosa descendência do português Joaquim Antônio do Couto.  Aí pelos meados do século 19 ele aportou ao Recife e veio pelos caminhos das águas até a Ribeira do Rio do Peixe. Na verdade, pouco se sabe da vida além-mar de Joaquim Antônio do Couto. Todavia, uma coisa é certa: ele nasceu na vila do Cartaxo, então um lugarejo quase perdido no mapa de Portugal, próximo à cidade de Santarém. Aqui no sertão, em suas andanças de vendedor ambulante, de tanto citar sua terra natal, fregueses e amigos passaram a tratá-lo por Cartaxo. Lá vem Joaquim, do Cartaxo, diziam. Chegou o Cartaxo!

Joaquim não teve dúvida, incorporou, formalmente, mais um sobrenome: Cartaxo. Com isso, impregnou no nome – Joaquim Antônio do Couto Cartaxo – a nostalgia de sua longínqua vila portuguesa. Assim nasceu a família Cartaxo. E começou a crescer quando ele casou com Ana de Albuquerque, recebendo como dote (léguas de terra?) do pai de Ana, o desbravador Luiz Gomes de Albuquerque. Após enviuvar, contraiu novas núpcias com outra Ana, a Ana Josefa de Jesus (filha de Serafim Gomes de Albuquerque e Joana Lins de Albuquerque), neta do mesmo Luiz Gomes de Albuquerque. Desses dois casamentos nasceram 14 filhos: 2 do primeiro e 12 do segundo. Essa gente cresceu e foi se espalhou pelo Brasil, de modo que onde houver um Cartaxo, lá está na origem o sangue da Ribeira do Rio do Peixe! No Brasil, só existe uma família Cartaxo.

A Cartaxada, porém, só abarca um pedacinho dessa imensa árvore genealógica: o galho brotado do casamento de Cristiano Cartaxo Rolim com a cearense, de Várzea Alegre, Isabel Sales de Brito ou Isabel Sales Cartaxo. Que parentesco tem Cristiano com o português Joaquim Antônio do Couto Cartaxo? Cristiano é bisneto. Sua mãe, Ana Antônio do Couto Cartaxo (Mãe Nanzinha) era filha do primogênito do português, de nome José Antônio do Couto Cartaxo. Em resumo: o português Joaquim Antônio gerou José Antônio, que gerou Ana Antônia (Mãe Nanzinha), que gerou Cristiano. Do casamento com Isabel, em 1921, Cristiano deixou 12 filhos. Hoje somos mais de 150 descendentes vivos, incluindo genros e noras, de quatro gerações. Isto responde a esta pergunta-queixa:

– Eu também sou Cartaxo, por que não fui convidada para a Cartaxada?

Reitero o que disse antes, porque a confraternização é exclusiva dos descendentes de Cristiano e Isabel. E são muitos. Residem em várias cidades do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, São Paulo. E até na Alemanha!

Como teve início a Cartaxada? Espalhados por este mundão de Deus, muitos primos e primas, tios e sobrinhas e tias e sobrinhos sequer se conheciam. Para falar a verdade, alguns nem sabiam da existência de outros… Vendo as fotos da comemoração em Cajazeiras (1989), dos 85 anos da avó Isabel, o neto Marcelo Cartaxo começou a bolar com primos e primas forma de reunir a família, novamente. Após muita articulação, deu-se o encontro no Icaraí, em 1999. Assim nasceu a Cartaxada. Incluindo a festa dos 85 anos de dona Isabel como a Cartaxada pioneira, de lá até aqui, são dez encontros de muita confraternização familiar, cultura e lazer, realizados mais ou menos de dois em dois anos. Houve Cartaxada no Icaraí, Brejo das Freiras, João Pessoa, Recife, Salvador, Natal, Fortaleza e Cajazeiras.

Francisco Cartaxo

Francisco Cartaxo

Francisco Sales Cartaxo Rolim foi secretário de planejamento do governo de Ivan Bichara, secretário-adjunto da fazenda de Pernambuco – governo de Miguel Arraes. É escritor, filiado à UBE/PE e membro-fundador da Academia Cajazeirense de Artes e Letras – ACAL. Autor de, entre outros livros, Guerra ao fanatismo: a diocese de Cajazeiras no cerco ao padre Cícero.

Contato: cartaxorolim@gmail.com

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Francisco Cartaxo

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Francisco Sales Cartaxo Rolim foi secretário de planejamento do governo de Ivan Bichara, secretário-adjunto da fazenda de Pernambuco – governo de Miguel Arraes. É escritor, filiado à UBE/PE e membro-fundador da Academia Cajazeirense de Artes e Letras – ACAL. Autor de, entre outros livros, Guerra ao fanatismo: a diocese de Cajazeiras no cerco ao padre Cícero.

Contato: cartaxorolim@gmail.com

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