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José Ronildo

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Demandas

20/06/2025 às 12h34

Corrinha Delfino entregou documento ao governador. Foto: Diário do Sertão

Por José Ronildo – O “encontro” entre a prefeita Corrinha Delfino e o governador João Azevêdo durante a inauguração das reformas do açude de Engenheiro Avidos, repercutiu bastante na imprensa local. Aliás, a pergunta que não podia faltar nas entrevistas prestadas pelo chefe do executivo estadual era quando ele ia receber a prefeita.

O fato é que o governador João Azevêdo não teve escapatória, após não ter recebido a gestora em audiência no seu gabinete em João Pessoa, conforme solicitado, justamente para que as demandas de Cajazeiras fossem apresentadas. Não seria uma agenda política, mas sim administrativa.

Talvez não fosse o melhor momento, por isso, a surpresa. A prefeita enquadrou o governador e até lembrou da votação que ele obteve em Cajazeiras. João não teve escapatória. Na ocasião, a prefeita apresentou três pleitos, no caso, mais asfalto, matadouro público e mais um ginásio de esportes. Lógico, se esperava uma demanda maior. A surpresa ficou por conta do matadouro público. Muitos não sabiam que a cidade estava precisando, afinal tem um privado.

O ideal realmente seria que o governador tivesse recebido a prefeita, com sua assessoria técnica, em audiência, com projetos em mãos, e quem sabe, lideranças da sociedade civil organizada, para ampliar essas demandas, que podia incluir o Centro de Convenções, o Parque de Eventos, a prometida reforma do Parque de Exposição com ampliação da feira anual, melhoria do acesso ao nosso aeroporto, uma ala pediátrica na UPA, e quem sabe, a tão propagada alça norte. Até cobranças em relação à ajuda para os agricultores e pequenos criadores nesse momento de seca verde, cuja tendência é a situação difícil se agravar.

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A gestora podia se inteirar do andamento da questão das obras de esgotamento sanitário da zona norte, que ainda não saiu do papel, um passo primordial para a urbanização do entorno do Açude Grande, essencial para implantação de um parque linear. Outro investimento anunciado pelo governador João Azevêdo e que ainda não saiu do papel é o Centro de Monitoramento por Câmeras na cidade, como já ocorre em Patos e até a questão do prédio do CSU que deixou de funcionar e foi abanado.

O governador lembrou, após o rápido encontro de certa forma, inesperado, até mesmo por ele, dos investimentos feitos pelo seu governo em Cajazeiras, que ultrapassam 710 milhões, e isso certamente inclui não apenas as obras, mas também as melhorias em educação, saúde, recursos hídricos, abastecimento, agricultura, segurança, etc.

Realmente, o governador vem fazendo muito por Cajazeiras, e podemos citar a pavimentação asfáltica de Boqueirão, a reconstrução da Escola Manoel Mangueira, a abertura da João de Sousa Maciel (Avenida Francisco Arcano de Albuquerque); a urbanização do entorno do Perpetão; a instalação de uma UTI Pediátrica e um tomógrafo, além de outros equipamentos para o HRC e a maternidade que no momento está sento reconstruída, prevento a implantação de uma UTI Neonatal; o asfaltamento de 19 ruas e avenidas e as articulações para implantação da linha aérea Cajazeiras/Recife pela Azul Conecta.

O governo Estado também tem obras conveniadas com o município, a exemplo da readequação da Travessa Joaquim Costa e uma creche no Bairro São Francisco, convênios celebrados ainda na gestão do ex-prefeito José Aldemir, que durante uma audiência com o chefe do executivo, também solicitou o asfaltamento de várias ruas, como verdadeiramente aconteceu.

Crise na aviação

Apesar do aumento no número de pessoas andando de avião nas últimas décadas, inclusive a classe trabalhadora que passou a utilizar o transporte aéreo, devido aos preços e facilidade de pagamento, a realização de congressos, negócios, etc, o que se observa é uma crise sem fim neste segmento. Já tivemos a falência de grandes empresas, como a Varig, a Avianca e mais recentemente, a Voepass, que também vem enfrentando muitas dificuldades, especialmente após a queda de um avião que matou 62 pessoas. Está sem voar por determinação da ANAC.

Recentemente, a Gol pediu recuperação judicial e agora a Azul. Esta última acabando com várias linhas aéreas no País, e praticamente acabou com a aviação regional, por meio da Azul Conecta, alegando falta de demanda e do aumento nos custos. Segundo os especialistas, o negócio da aviação no Brasil não se sustenta pelo fato das empresas comprarem os insumos em dólar e venderem as passagens em Real.

Recentemente, o Consórcio Nordeste apresentou como alternativa ao Governo Federal a criação de uma empresa aérea regional estatal para atender a aviação regional. Não sabemos se vai vingar. Apesar de tudo isto, por incrível que pareça, a Azul vem mantendo as linhas de Cajazeiras e de Patos, para Recife. Aleluia!


Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Sistema Diário de Comunicação.

José Ronildo

José Ronildo

Redator do Jornal Gazeta, Radialista e apresentador do Microfone Aberto da Rádio Alto Piranhas

Contato: [email protected]

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Redator do Jornal Gazeta, Radialista e apresentador do Microfone Aberto da Rádio Alto Piranhas

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