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Edivan Rodrigues

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Paibanês

17/07/2013 às 19h11

“…[♫] Eu sou da Paraíba, é meu esse lugar
A cara desse povo tem a minha cara
Encanto de beleza que me faz sonhar
Lugar tão lindo assim pra mim é joia rara”[♫]
Ton Oliveira

A cultura de uma terra permanece viva enquanto seu povo dá importância à sua história, às suas tradições e aos seus símbolos.

Tem sido comum observar que nossas instituições deixaram de usar os nossos símbolos estaduais, como a bandeira e o brasão, que identificam o Estado da Paraíba.

Ainda pior é a situação do Hino da Paraíba. Este, infelizmente, é totalmente desconhecido pelos paraibanos. São raros os eventos públicos em que se pode ouvir sua execução.

Não existe em nosso Estado uma cultura de valorização de nossas de tradições e amor pela nossa terra. (Amor patriae nostra lex)

Os fatores determinantes são muitos e se constata a participação negativa de muitos segmentos da nossa sociedade na contra-cultura do esquecimento de nossa identidade como povo e Estado.

As diretrizes legais para a observância dos símbolos estaduais não são cumpridas e, ao contrário, são burladas e os símbolos substituídos por outros. 

Os poderes constituídos, executivo, legislativo e judiciário, criaram símbolos próprios e independentes dos símbolos estaduais. O Estado é um só – Paraíba – e somente possui uma bandeira, um hino e um brasão de armas. Não é admissível que os poderes criem logomarcas e até brasão de armas para substituírem os símbolos estaduais, de uso obrigatório. (ex vi legis)

As demais instituições públicas seguem esse mau exemplo e criam logomarcas próprias, deixando o brasão do Estado em segundo plano. Ministério Público, Polícias, Tribunal de Contas, entre outros, deixaram de lado o brasão de armas e apresentam em seus frontispícios logomarca própria, que não se identifica com o Estado da Paraíba.

Personificam-se as administrações e para tanto ocultam os símbolos do nosso Estado. As ações estatais devem estampar a marca do Estado e não do administrador de plantão.

Não há incentivos nas escolas para a prática de atos cívicos. O Hino Nacional, que antes era executado pelo menos uma vez por semana, foi abolido das escolas. O Hino Estadual é meramente mencionado nos estudos dos símbolos estaduais, quando estudado.

De outra forma, raros são os artistas que enaltecem a nossa terra. Com isso, vamos perdendo nossa identidade cultural.

Precisamos de pintores que retratem as nossas cores, de músicos que cantem as nossas belezas e de autores que reproduzam nossa cultura.

Precisamos resgatar o orgulho de ser paraibano, estampar em nossas janelas a bandeira da Paraíba, cantar a nossa terra, ter zelo por nossas tradições. 

O jornalista Arnaldo Jabor disse certa vez que: “o único estado que canta seu hino desde crianças, jovens e idosos é o estado do Rio Grande do Sul”. De fato, os gaúchos são um povo que mantém com muito orgulho suas tradições. 

Unamo-nos ao Rio Grande do Sul como fizemos outrora (1930) e sejamos defensores de nossa cultura, de nossas tradições, de nossas cores, do nosso belo Estado da Paraíba.

Vamos dizer NEGO à nossa falta de incentivo à cultura. Vamos valorizar o nosso “paraibanês”. Precisamos assumir nossa bandeira e estampá-la com orgulho em nossos umbrais. 

Que todas as repartições públicas estaduais sejam obrigadas a usar o brasão de armas de nosso Estado e não os por elas criados, como se pudessem ser independentes do Estado.

Sejamos paraibanos com orgulho. Paraíba!

Campina Grande-PB 17 de julho de 2013

Edivan Rodrigues

Edivan Rodrigues

Juiz de Direito, Licenciado em Filosofia, Professor de Direito Eleitoral da FACISA, Secretário da Associação dos Magistrados da Paraíba – AMPB

Contato: edvanparis@uol.com.br

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Edivan Rodrigues

Edivan Rodrigues

Juiz de Direito, Licenciado em Filosofia, Professor de Direito Eleitoral da FACISA, Secretário da Associação dos Magistrados da Paraíba – AMPB

Contato: edvanparis@uol.com.br