VÍDEO: “Preço excessivo e não competitivo”, diz empresário sobre voo da Azul entre Cajazeiras e João Pessoa
O novo voo da Azul entre Cajazeiras e João Pessoa, com conexão em Recife, tem gerado repercussão devido ao alto valor da passagem
O empresário, engenheiro e secretário de Desenvolvimento Econômico de Cajazeiras, Alexandre Costa, estudioso da aviação civil, comentou nesta terça-feira (13), em entrevista ao programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão, sobre o novo voo disponibilizado pela Azul Linhas Aéreas ligando Cajazeiras a João Pessoa, com escala em Recife, hub da companhia no Nordeste.
Desde o anúncio da novidade pela imprensa sertaneja, o que mais tem gerado repercussão são os altos valores das passagens, que chegam a ultrapassar R$ 2 mil, mesmo em um trajeto curto dentro do Nordeste.
Para Alexandre Costa, a inclusão de João Pessoa como destino final no sistema da Azul não chega a ser uma novidade operacional, mas sim um desdobramento natural da malha aérea da empresa.
“Não é uma novidade, é uma consequência. Sempre defendemos que a linha ideal para o Alto Sertão era a capital do Estado, João Pessoa–Cajazeiras. Mas, por contingências da empresa aérea — não sei por qual razão — insistiu-se nessa linha Cajazeiras–Recife. Não que não seja um fato positivo, mas o ideal começa agora a transparecer”, avaliou.
Mesmo com a necessidade de conexão em Recife, o engenheiro reconhece que a nova opção representa um avanço para a região, ao ampliar as possibilidades de deslocamento dos sertanejos.
Preço pode inviabilizar operação
Apesar do ganho em conectividade, Alexandre Costa demonstrou preocupação com o valor praticado pela companhia aérea, classificando a tarifa como proibitiva.
“Apesar da conexão, é um avanço. Mas o agravante é que o que pode inviabilizar essa operação é o preço proibitivo da tarifa. A passagem está em um preço excessivo, não é competitivo”, alertou.
Segundo ele, o alto custo não se justifica diante da curta distância entre as cidades e da realidade econômica do público atendido.
“A nossa preocupação é esse preço. Eu não sei por qual razão está tão alto”, acrescentou.
Questionamentos sobre subsídios fiscais
Outro ponto levantado durante o programa envolve os incentivos fiscais concedidos pelo Governo da Paraíba à companhia aérea. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia de Cajazeiras informou que pretende conversar com o secretário da Receita Estadual para esclarecer como está funcionando o convênio que beneficia a Azul.
De acordo com o gestor municipal, a empresa recebe combustível de aviação subsidiado, além de descontos no ICMS, o que torna o incentivo considerado privilegiado.
Diante disso, fica o questionamento: “A Azul está recebendo combustível subsidiado e, mesmo assim, aplica um preço tão alto, que corre o risco de inviabilizar a própria operação?”, ponderou Alexandre Costa.
Simulação revela valor elevado
Conforme apuração da TV Diário do Sertão junto ao site oficial da Azul, uma simulação de voo realizada ao vivo no programa Olho Vivo mostrou que uma viagem de ida e volta entre Cajazeiras e João Pessoa, com saída no dia 16 de janeiro e retorno no dia 19, ultrapassa os R$ 2 mil, mesmo com escala em Recife.
O trecho Cajazeiras–Recife é operado por uma aeronave Cessna Caravan, enquanto o percurso Recife–João Pessoa é feito em um ATR, totalizando cerca de 3 horas e 50 minutos de viagem.
Avanço com ressalvas
A nova opção de voo é vista como um passo importante para integrar o Alto Sertão à capital paraibana, fortalecendo laços econômicos, administrativos e sociais. No entanto, especialistas alertam que, sem tarifas mais acessíveis, o serviço pode não se sustentar a longo prazo.
A expectativa agora é que haja diálogo entre poder público e companhia aérea para buscar ajustes que tornem a operação viável e atrativa para a população sertaneja.
DIÁRIO DO SERTÃO
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