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Hospital divulga nota após morte de criança de oito anos em Cajazeiras: “O estado não era grave”. Veja!

"Esclarecemos que em nenhum momento foi negado ou negligenciado qualquer atendimento por parte do hospital ou de seus profissionais"

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

03/04/2016 às 12h44 • atualizado em 03/04/2016 às 13h05

O Hospital Universitário Julio Bandeira divulgou nota à imprensa sobre o caso da menina Maria Gabrielle, de 8 anos, que morreu durante o final de semana, em Patos, vítima de apendicite. A funcionária pública, Maria Jusinere (Nerinha), mãe da garota participou nesta sexta-feira (1), do programa Olho Vivo da TV Diário do Sertão e contou que a criança deu entrada no Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB), quatro vezes.

Durante a entrevista, a mãe explicou que no dia 14 de março a pequena Gabrielle apresentava um quadro de febre, vômito e dores abdominais, mas a medicação foi dipirona e buscopan, e em seguida foi liberada. No dia seguinte, a mulher disse que a criança não apresentava melhora e retornou ao hospital, onde foi atendida por uma médica, realizou exames e foi constatada uma bactéria, mas a menina foi novamente encaminhada de volta para casa.

“A médica muito arrogante disse que quem sabia das coisas era ela. Dra. a senhora poderia ter salvado a minha filha naquele momento”, declarou a mãe emocionada.

NOTA A IMPRENSA

Gabrielle e a mãe em Cajazeiras (Foto: Arquivo da família)

Gabrielle e a mãe (Foto: Arquivo da família)

A Direção do Hospital Universitário Júlio Maria Bandeira de Mello, tomando conhecimento de fatos e reportagens que envolveu a assistência da menor Maria Gabrielle, de 8 anos, esclarece que, esta foi inicialmente atendida no hospital no dia 14 de março com quadro de febre, vômitos e dispneia (cansaço), sendo atendida e medicada, retornando 10 dias depois. Por decisão médica, a criança ficou em observação no Pronto Atendimento do hospital com queixa principal de febre, vômitos e dores no abdômen superior, tendo sido liberada após avaliação laboratorial e melhora notável do quadro clínico. A criança retornou novamente ao hospital no dia 26 de março com agravamento do quadro infeccioso e imediatamente foi encaminhada para a referência mais próxima para avaliação e esclarecimento diagnóstico.

Esclarecemos que em nenhum momento foi negado ou negligenciado qualquer atendimento por parte do hospital ou de seus profissionais, fato este que, após verificada a complexidade do caso, a criança foi imediatamente referenciada para outra unidade hospitalar, no caso, Hospital Regional de Cajazeiras, que posteriormente referenciou para o Hospital de Patos, onde ocorreu o óbito.

Consideramos precipitado atribuir culpas a profissionais e a interpretação de que a causa do óbito foi por falta de diagnóstico e atendimento do hospital, visto que em três, das quatro entradas no hospital, o estado da criança não se apresentava grave, e um quadro de febre, dor abdominal e vômitos, principalmente neste período sazonal, pode ser observado em distintas patologias, principalmente em crianças.

Toda a equipe de profissionais não tem medido esforços para prestar um atendimento digno e humanizado aos pacientes recebidos neste hospital. Portanto, aproveitamos para orientar a população que problemas de menor complexidade podem ser resolvidos em Unidades Básicas de Saúde ou nos Pronto Atendimentos de referência da cidade de origem. De qualquer forma, os pacientes com classificação de risco VERDE e AZUL (não urgentes), que optarem por aguardar, serão atendidos após a normalização do fluxo de atendimento da emergência, classificados em VERMELHO e AMARELO (urgentes e emergentes).

Direção Executiva do HUJB

Versão da diretora
A diretora do HUJB, Mônica Paulino disse que é de interesse do hospital averiguar o que ocorreu, mas disse que estava havendo uma difamação por parte da imprensa com o hospital.

Monica Paulino informou que a menina deu várias entradas no hospital, mas apresentava quadro de cansaço.


Segundo a diretora, a menina foi diagnosticada com um quadro de infecção e foi tratada. “Quando há suspeita de apendicite encaminhamos para a avaliação do cirurgião no HRC”, adiantando que nas primeiras entradas Gabriele não apresentava quadro de apendicite.

DIÁRIO DO SERTÃO

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