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“Obra feita por empresa investigada na Andaime custa R$ 1 milhão e é destruída antes da inauguração”

A primeira etapa da obra custou ao cofres do poder público R$ 758.988,45, mas teve aditivo, chegando ao patamar de R$ 1 milhão.

Por Luzia de Sousa

28/02/2018 às 05h05 • atualizado em 01/03/2018 às 23h13

Açude tem parte da barreira danificada (Foto: Miguel Neto)

O ex-candidato a prefeito da cidade de Marizópolis, Sertão da Paraíba, Miguel Neto (PP), denunciou nesta quinta-feira (1), que a obra de recuperação e ampliação do Açude Lagoa Redonda, no Assentamento Juazeiro está destruída, antes mesmo da sua inauguração.

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A primeira etapa da obra custou ao cofres do poder público R$ 758.988,45, e teve como empresa vencedora a Construtora Construterra, que segundo o político, está sob investigação do Ministério Público Federal na Operação Andaime, iniciada em 2015.

Miguel explicou que a obra é conveniada com o Governo Federal, e a empresa recebeu R$ 500 mil pela realização dos serviços, faltando pouco mais de R$ 258 mil, porém a obra teria sido dada como 100% concluída. “Já está toda deteriorada, e nem inaugurou ainda essa obra foi”, denunciou Miguel Neto.

O outro lado
O assessor de Comunicação da prefeitura de Marizópolis, José Antonio disse ao Diário do Sertão nesta quinta-feira que o projeto de construção do açude foi do ex-prefeito José Vieira, mas os recursos só foram liberados pelo Ministério da Integração na gestão de José Lins Braga (Zé de Pedrinho – PSDB).

Ele explicou que a obra ficou no valor de R$ 1 milhão de reais, pois foi necessário fazer um aditivo, porém, a empresa recebeu apenas 50% da obra.

Antonio informou que o restante do investimento não foi liberado pela Caixa Econômica, que teria constato que faltava concluir a obra.

O assessor afirmou ainda que o problema apresentado não foi no açude, mas na sua barreira, que apresentou irregularidade após as fortes chuvas, e garantiu que a empresa ganhadora da licitação estava apta.

Andaime
O Ministério Público Federal, em Sousa, através do procurador da República Tiago Misael recomendou em 2015, que prefeituras não efetuem qualquer pagamento às empresas Viga Engenharia, Construtora Servcon e Construtora Construterra, responsáveis por obras nos municípios, até a conclusão de vistoria. A recomendação foi para prefeituras investigadas na Operação Andaime.

Empresa
A empresa sua vez, explicou que não tem qualquer problema judicial, sendo que a questão citada pelo MPF tratou-se de uma questão pontual, já tendo até expirado o efeito. De acordo com um representante da empresa, via aplicativo de mensagem ,a empresa é imparcial na realização de obras e ganhou a licitação por ter baixado em quase 27% o valor dos serviços. Ainda de acordo com a empresa, o açude de Marizópolis teve quase 1 km de extensão, sendo feito com material de qualidade e de acordo como o projeto.

DIÁRIO DO SERTÃO

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