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Mulher ganha trigêmeas prematuras e após quase um mês internadas em UTI receberam alta com peso normal

Maria Clara, Maria Eduarda e Maria Heloísa, nasceram prematuras, de uma gestação de 29 semanas. Veja fotos das crianças!

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18/11/2015 às 07h38

As trigêmeas Maria Clara, Maria Eduarda e Maria Heloísa, que nasceram na Maternidade de Patos, Sertão do estado, prematuras, de uma gestação de 29 semanas, no dia 15 de outubro,  já receberam alta da UTI. Duas delas passaram pela UCIN e agora, fora de perigo, ganham peso e resistência no alojamento Mãe-Canguru ao lado da dona de casa, Erilane Fernandes Ferreira. Elas permaneceram sob os cuidados da equipe de intensivistas da UTI Neo da Maternidade Dr. Peregrino Filho por 22 dias para realização do parto. A maternidade mobilizou 10 profissionais, que atuaram sob a coordenação do obstetra Dr. Odir Pereira Borges Filho, diretor geral da unidade.

Informações do Serviço Social da Maternidade, baseadas no prontuário dessa terça-feira (17), das três recém-nascidas, mostram que houve uma evolução no quadro clínico delas, inclusive com ganho de peso gradativo. Maria Clara,  que nasceu com 1.095g está pesando 1540g. Maria Eduarda, a segunda a nascer evoluiu de 770g para 1.416g e Maria Heloísa que pesava 950g no dia do nascimento hoje está com 1.341g. Maria Eduarda e Maria Heloisa se recuperaram mais rápido e Maria Clara foi a que inspirou maiores cuidados, mas, graças ao atendimento especializado que recebeu na Maternidade conseguiu evoluir e ficar fora de perigo.

Enquanto permaneceram na UTI, as três recém-nascidas receberam medicação intravenosa por cateter umbilical, além de antibióticos para evitar infecções e soro venoso, para estabilizar a parte hemodinâmica. Segundo o pediatra Fabrício Bezerra Formiga, as recém-nascidas tiveram toda a assistência necessária na Maternidade sertaneja, tanto na UTI, depois na UCIN e agora na Mãe-Canguru.

 

“Atualmente temos as mesmas condições, sejam de equipamentos, medicamentos, estrutura e material humano de atender recém-nascidos prematuros das maternidades de Campina Grande e João Pessoa e isso é fruto do esforço do governo do estado de descentralizar o atendimento de saúde, dotando as unidades do interior com condições de prestar assistência em casos mais delicados como esse”, destacou o pediatra.

O diretor da Maternidade reforçou que  se o atendimento em casos de prematuridade e baixo peso não for feito em unidades com capacidade para atender casos de alto risco, a mortalidade de recém-nascidos tenderia a ser grande. “O atendimento nesse tipo de caso é complexo, por isso a disponibilidade de pessoal qualificado, equipamentos e medicamentos faz toda a diferença nos índices de desenvolvimento e sobrevivência de bebês prematuros. Onde não há disponibilidade de uma assistência mais complexa, os índices de mortalidade normalmente são altos”, afirmou o médico, lembrando que nesse dia 17 se comemora o Dia Mundial da Prematuridade e que as três Marias, da Sra. Erilane Fernandes são um forte exemplo de que cuidados especiais fazem toda a diferença para a sobrevivência de um prematuro.

DIÁRIO DO SERTÃO com Assessoria

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