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EITA! Sem ambulância em hospital, homem pula muro e invade o prédio SAMU fazendo ameaças: “Vou pegar a arma e atirar todos”

A PM foi acionada e encontrou o homem no interior do prédio. Foi realizada abordagem, mas não foi encontrada arma. Confira!

Por Campelo Sousa

22/08/2016 às 07h38 • atualizado em 22/08/2016 às 09h03

Os telefones dos serviços de urgência e emergência já voltaram a funcionar normalmente

Funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) precisaram acionar a polícia militar na tarde do domingo (21) após receberem ameaças de um homem que pulou o muro do prédio e ameaçou atirar em todos.

O caso
Uma gestante deu entrada no Hospital Materno Infantil em trabalho de parto prematuro. O bebê nasceu e o médico do hospital ligou para o SAMU pedindo para transferir para outra unidade de saúde com mais suporte para internar o recém-nascido.

Invasão
O pai da criança foi até o SAMU e pulou o muro, fazendo ameaças aos profissionais e ao médico plantonista para que realizassem a transferência. Ele foi embora e teria afirmado que voltaria armado, caso a ambulância não fosse liberada.

A Polícia Militar foi acionada pelo SAMU e encontrou o homem no interior do prédio. Foi realizada abordagem, mas não foi encontrada arma de fogo com o suspeito. Em contato com a PM, o médico do SAMU informou que a Unidade de Suporte Avançado (USA) quebrou após um acidente no dia 09 de agosto do corrente ano.

“Em nenhum momento foi negada a ambulância. Antes do nascimento do bebê, o hospital queria realizar a transferência da gestante, o que poderia causar o risco da criança nascer dentro da ambulância. Então, o pai da criança foi orientado para aguardar o nascimento do bebê, para que fosse realizada a transferência já que se trata de um recém-nascido prematuro”, disse o médico.

Um unidade de suporte básico (USB) foi adaptada como Unidade de Suporte Avançada (USA) e o recém-nascido foi transferido para um hospital de João Pessoa.

Apoliana Ferreira, diretora do Hospital Materno Infantil (foto: Charley Garrido)

Apoliana Ferreira, diretora do Hospital Materno Infantil (foto: Charley)

O hospital
Em contato com o Diário do Sertão, a diretora do Hospital Materno Infantil, Apoliana Ferreira, afirmou que a ambulância de suporte avançado do hospital estava em outra transferência, e por esse motivo foi solicitado o apoio do SAMU:

“O hospital tem ambulância, porém o recém nascido é prematuro nascido com 33 semanas e necessita ir com um médico acompanhando , no caso a USA , como a nossa estava em translado foi solicitado a equipe do SAMU. É inteiramente legal , quando se esgota a possibilidades do hospital ter a colaboração do SAMU para translado, uma vez que se trata de caráter emergencial. Infelizmente vivemos em uma cidade em que existe disputas nos órgãos da saúde e com isso só quem perde é a população”, disse ela.

As ambulâncias
No momento da confusão, nossa reportagem foi até o pátio do hospital Regional de Sousa (HRS) e encontrou três ambulâncias estacionadas no local.

Ambulâncias estacionadas no Hospital Regional de Sousa (foto: Charley Garrido)

Ambulâncias estacionadas no Hospital Regional de Sousa (foto: Charley Garrido)

DIÁRIO DO SERTÃO

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