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Homem é acusado de manter ‘presas’, agredir e deixar sem comida, a esposa e a filha do casal de 2 anos

A mulher, que é pedagoga teve acesso a um aparelho celular que foi jogado por uma vizinha para o quintal da casa.

Por Luzia de Sousa

21/03/2018 às 08h39

Homem foi preso no Sertão acusado de manter mulher e filha 'presas'

A Polícia Civil da cidade de São Bento, no Sertão paraibano, prendeu em flagrante delito, nessa terça-feira (20), um homem de 58 anos. Ele é suspeito de cometer o crime de cárcere privado, praticado por cinco anos contra a mulher, uma pedagoga de 29 anos e a filha do casal, uma criança de dois anos.

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A polícia descobriu o caso por meio de uma ligação feita pela própria vítima. A mulher teve acesso a um aparelho celular que foi jogado por uma vizinha para o quintal da casa quando ele não estava em casa. A vizinha decidiu fazer isto porque, segundo ela, ouvia muitos barulhos e choros de criança e como a residência sempre estava fechada ela desconfiou que algo errado estava acontecendo.

Quando os policiais chegaram a casa encontraram a pedagoga e a filha trancadas e sem comida. A mulher disse que a filha nasceu durante o cárcere privado e por isso não foi registrada e que as duas sofriam com frequência agressões físicas praticadas pelo marido. Ele também não comprava comida para as vítimas e nas raras vezes que elas saíram de casa para ir ao médico estavam cobertas por lençóis e acompanhadas pelo suspeito.

O exame de corpo de delito comprovou as agressões sofridas pela mulher e pela filha. “Durante o depoimento a pedagoga disse que não podia ter contato com a família dela que vive em Pernambuco e que o investigado quando saia de casa cortava a energia e ameaçava matar ela se contasse o que estava acontecendo para alguém. Alguns vizinhos que moram na localidade há três anos informaram que nunca viram as vítimas fora de casa”, falou o delegado responsável pela investigação, Sheldon Andrius.

A casa onde mãe e filha viviam

Depois de ser ouvida, a pedagoga foi liberada. Já o homem foi encaminhado para a carceragem da delegacia e será apresentado ao juiz, que vai determinar se a prisão em flagrante será transformada em preventiva e o investigado levado para Cadeia Pública de São Bento.

DIÁRIO DO SERTÃO

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